Amor sempre....

Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Pólen

Aleatoriamente um toque de poesia



Hoje,
as flores em cores alegres 
sintonizavam com o carinho deles por mim sempre (sogrinhos).
Pais que meu coração  adotou.
Os amo como se deles tivesse nascido. 
Felipe, 
além de ter me ensinado a conhecer a bondade de perto,
O fez também através da família que compartilhou comigo.
Sei, sou muito abençoada!
Lembrei  Adélia num poema " a vida é  tão bonita basta um beijo e a delicada engrenagem movimenta-se, uma necessidade  cósmica nos protege".
Com toda certeza protege! 
A vida, as pessoas que nos cercam, são providenciais eleitos pelo criador,
 para essa corrente de bondade, caridade, amizade e esperança.
O amor é  feito flores, sua beleza é  pólen de verdades.

Texto e  imagem
M.Fernanda 


domingo, 10 de junho de 2018

Ciência

Aleatoriamente um toque de poesia

   
 Hoje, 
o amor ficou em silêncio 
na mudez que há de ser e meu coração entendeu...

Imagem e texto
M. Fernanda





quinta-feira, 7 de junho de 2018

Divã

Aleatoriamente um toque de poesia


Mar,
você  tem suas técnicas,
 é  um mestre em grandeza. 
Te olho através dos fluxos e  em mim
passam um desenrolar de emoções. 
Hoje,
 há uma desesperança vestindo meu peito,
 face sem riso,
poesia sem cor enfim,
há  todo um contexto de saudade em blues.
presenciar esse azul
é  um remeter de reações aqui dentro...
Um corte, um enredo, 
um sal, uma dor
e  um embaçar
que a distância selou.
Mar,
Esses olhos meus  e tua prosa 
fragmentam minúcias, agarrando entrelinhas 
e aquele tempo singular...
Arquétipos, pequena estações 
e um coração agigantado de cortes.
Sim eu sei  é  outro dia...
O som de suas ondas,
 o sussurrar da brisa
sempre me dizendo algo mais,
 e  esse algo me disse  baixinho
 que, o tempo é  mesmo narrador passivo de dores  fortes. 
Mar,
Aprendi contigo que a vida
é  asa que voa em todos os planos 
cercada de um chamado mimoso
 do Pai protetor e amoroso
Trazendo em sua engrenagem
 milagre, certeza e  coragem
Na cicatriz que se marca,
 na estrada  do coração.
Que caminha com flash-back
mas sempre a alma adverte!
 Que o lenço da paciência
é  a maior experiência
doando com excelência
 lágrimas de amor, por amor.
Diante do mar que se altera,
e deste  Céu que se revela
Prometo com honra sincera
Sempre em Deus esperar
Sabendo porém
que cada tempo que voa
 não voa nem passa atoa
 sem o seu comandar.
Assim, até que eu expire,
Ou uma emoção que me inspire
continuarei a acreditar
agradeço  por este momento
Elevando meu pensamento
a vida, a certeza  e fé
 onde quer que eu estiver
Deus,
Sempre será meu  divã.

Texto e imagem
M.Fernanda 


terça-feira, 5 de junho de 2018

Tempero

Aleatoriamente um toque de poesia



Ás vezes é preciso fazer a jornada interior
 aprendendo a perceber que o sentimento 
 é um 'olhar' mais apurado do coração.
E que, voltar às raízes 
é  sal necessário para misturar com gosto a vida.


Texto e imagem 
M. Fernanda 

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Tudo bem!

Aleatoriamente um toque de poesia



Revi detalhes...
Refleti em começos,
em amor, fatos e um coração.
Visões, colisões,
 poeira na ampulheta que gira
sem nada registrar.
Milhas e milhas...
 ou será anos luz?
Preparo, percepção.
Atilamento sem alcance.
A luz enlevou-se, se fez ampla,
 energia no rumo do Céu.
Quem observou quase não viu o abstrato.
Por um momento ela oscilou
como se precisasse de um aceno
para brilhar em outro lugar.
Tudo bem!
Todos nós amamos você!
Brilhe meu amor!




Imagem e texto:
M. Fernanda

terça-feira, 29 de maio de 2018

Gratidão

Aleatoriamente um toque de poesia


Olhando o Céu e o dia precioso que beija o tempo, agradeço ao Senhor por ele. Refleti na noite passada sobre como foi o meu dia e se eu agi corretamente nele, se amei aquele que precisava ser amado, olhado, abraçado, afagado. Se prestei atenção no olhar triste daquele que silenciou sua dor e buscou apenas nesse silêncio à maneira de uma prece.
E nessa reflexão fechei os olhos e pensei: O que são amigos de verdade? E como agradecer por tê-los em minha vida e pelo sentimento nobre que dirigimos nossa amizade?
Em seguida lembrei de pessoas que sempre me deram esse amparo, esse cuidado, esse respeito e esse amor que seguramente tem suas raízes fortificadas por um elo que não se pode quebrar, que é a confiança.
Um dia, me senti uma forasteira no meio do mundo, é que ainda  não sabia compreender muitas coisas, não pelo fato de que essas muitas coisas fossem fáceis de compreender naquele momento. É que eu apenas não tinha idade para discernir e nem um condutor para isso. Aprendi com muitas lágrimas e firmeza a ler minha história nessa escola que é a vida, sem meio termo, mas nunca sem pureza, curiosidade e coragem. Fato é que fui muito corajosa nessa jornada, e sabe? Me orgulho daquela menininha que fui, muito, muito. Nessa trilha conheci amigos de vários níveis, gêneros e graus. No entanto,naquele momento  me sentia acolhida e mais segura num cantinho de rua, numa cama de papelão e num banco de praça, que numa cama quentinha num orfanato, sendo posta de joelhos no caroço de milho. De certa forma compreendia que aquele momento de menina de rua era para ser meu, eu precisava passar por aquilo e foi minha escolha passar, mesmo que eu não tivesse idade para escolher. Naquele momento aquele ambiente, as calçadas  era o especial, o apropriado para que eu aprendesse a ler essa intrigante escola que é a vida, e aprendesse com ela a humildade da maneira mais valiosa, e a simplicidade com requinte. Os amigos que eu escrevi no meu livro da vida daqueles anos, já se foram porque quase todos chamava de vozinhos e vozinhas. Poucos amigos tive naquele tempo que tivessem a minha idade. Primeiro pelo preconceito de suas mãezinhas e depois por eles mesmos obedecerem às ordens que elas lhes passavam, de não falar com estranhos. Compreendia e ficava sempre no meu lugar de estranha e adorando vê-los ser felizes do meu banquinho.
Sabia porém, que todos somos banhados pela graça Divina. Se havia um Céu e ele cobria todos nós juntos, o Senhor do alto também me amava e me cobria de amor. E se Ele que criou todas as coisas me deixava presenciar as estrelas e a lua, o sol e a chuva, então eu também era especial. E que embora eu estivesse do lado de fora das casas, estava do lado de dentro da maravilha de dormir presenciando as estrelas, e a noite era um pouco do tempo em que eu também “virava” uma estrela. Imaginava-as me cobrindo do frio.
Há pessoas que chamamos de amigos reais e virtuais. Eu faço uma reflexão mais ampla sobre o tema. Eu chamo apenas de amigos.
Tudo  que escrevi  aqui foi para agradecer aos meus amigos de longa data, e aos que chegaram sem tanto tempo assim. E que me olharam  de perto, e quando digo de perto, quero dizer, demoradamente. O tempo e a maneira que esse tempo, os trouxeram para minha vida e  que vieram, entraram, e por algum motivo que foi necessário, ficaram ou se foram. Agradeço aqueles que se foram, porque eles me deixaram um pouco de suas sementes. Agradeço aos que ficaram, porque eles enraizaram em meu coração de uma maneira segura, plena, preciosa e eterna.
Agradeço aqueles que estão ao meu lado, e me abraçam de perto passando para mim a satisfação e o carinho de poder senti-los com meus braços terrenos, e é muito bom.
Agradeço aqueles que estão longe, e semeiam em meu coração a semente do carinho, das palavras escritas que tatuam em minha essência a mesma energia e carinho do abraço bem pertinho.
Amo todos vocês amigos. Porque o amor é o único sentimento que nos liga a um caminho com Cristo. A amizade sempre traz um novo exemplo do bem para que possamos vesti-lo com estilo e orgulho.
Agradeço por todos vocês Chica, Manu, Toninho, Graça , Hellen,
que nesse momento tão difícil me abraçaram de maneira colossal.
Que Deus os abençoe.
Amo vocês!

Texto e imagem:
M. Fernanda


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Ocasiões...

Aleatoriamente um toque de poesia


As flores dos bosques balançam
com o toque da brisa na varanda que ficou lá atrás,
são recordações de estações singulares.
Encontro de amor e sal desnudam um mar interno
roçando num semblante gotas apaixonadas.
Ocasiões...
À noite, sedenta de cuidados
destronou sem zelo a duração do tempo.
Um coração que sangra sem vestes, sem sustento
onde o dedo do destino apontou seu lance...
Há apelo, cuidado, ou uma pergunta:
Abrir apenas a porta ou seguir o caminho?
O sussurro fala seu linguajar e nenhuma resposta,
a lua tímida não surge no Céu,
lacônico pretexto para perseguir
o que não se pode domar.
Palavras são tão difíceis de dizer
porque às vezes tudo que se quer,
é apenas abrir os olhos e acordar.

Imagem e texto:
M. Fernanda