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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

02 dezembro, 2025

Chego, mas chego inteira e com café na mão😚

Aleatoriamente um toque de poesia



Hoje eu queria bater um papo com cada um de vocês, amigos de blogs, essa vizinhança carinhosa em que a gente visita o quintal do outro, cheira a prosa nova, passa a mão na cerca e deixa um comentário como quem oferece bolo fresquinho.

Pois bem: vim aqui fazer meu mea-culpa público.
Sim, sou eu mesma, a blogueira que às vezes some por alguns dias de comentar alguns. E reaparece de madrugada e comenta como se tivesse acabado de pular o muro com uma caneca de café.

Não é falta de presença, juro. É excesso de vida.

Porque enquanto o texto de vocês nasce impecável, iluminado, cheiroso de estreia, eu estou muitas vezes no meio do plantão, tentando lembrar se já almocei ou se aquilo foi só um sonho. E aí penso: “preciso ler fulano, preciso comentar beltrano, preciso prestigiar cicrano…” e o café que era pequeno vira extensão da alma, tentando dar conta do relógio.
Vou em alguns e outros vou indo devagar mas vou.

Eu queria ir em todos vocês em poucos minutos: essa intensidade me define. Mas sou uma boa leitora daquelas que gostam de sentir o ritmo, mastigar a frase, rir no trecho certo, deixar o coração balançar. Comentário apressado não combina comigo.

Então, a você que me escreveu perguntando pela minha ausência no seu cantinho, deixo este abraço de crônica: mil perdões. Não é desatenção, nem sumiço proposital. É só a vida me puxando pelos braços, me dividindo entre plantões, e-mail, panela no fogo, chamada de vídeo da mãe que está viajando, tempo para a vó, papel de esposa, de filha, e mais um “amor, você viu minhas chaves?”  Soando  pela casa.

Mas eu chego.
Com carinho, sempre chego.

Talvez não na hora em que o texto nasce mas chego como quem bate à porta com respeito e vontade de ficar. Porque visitar vocês é descanso, é refúgio, é parte da minha alegria.

Então me dê a mão um instante só: respira comigo.
Eu vou aí, tá bom?
Às vezes correndo, às vezes atrasada… mas sempre inteira.



Beijinhos
Fernanda


9 comentários:

  1. Minha querida amiga Fernanda, boa madrugada!
    Já ia fazer minhas preces para dormir, mas vim aqui um tiquinho.
    Blogar é uma arte trabalhosa e não é para desocupados...
    Somos pessoas de compromissos vários e precisamos saber compreender às necessidades alheias.
    Uma pessoa aposentada tem um pouco mais de tempo... näo é o seu caso.
    Fique tranquila!
    Passe quando puder.
    O bom é vir com o coração inteiro como vim aqui agora mesmo já sonolenta.
    Nós esperamos você.
    Tenha um mês, por si só, atribulado e abençoado!
    Beijinhos fraternos

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  2. Nanda, nem te preocupa com comentar todos os textos. Eu, pelo menos, nem sei como consegues dar conta de tanta coisa! Da minha parte, fico feliz com cada comentário, mas te entendo muito bem ! Fica tranquila! Na hora certa, chegarás, não importa quando. beijos, tuuuuuuuuuuuuuuuudo de bom,chica

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  3. Oi, Fernanda! Bom dia! O dia tem suas 24 horas, e quem foi que disse que era suficiente? Se fosse por mim, estenderia para 48, mas não dá. Ninguém tem culpa nessa bagunça. A vida é um desfile de obrigações, cada uma puxando você para um lado, enquanto o relógio ri na sua cara. É simples, não é verdade? O tempo é um ladrão, e você não precisa se torturar por não dar um pulo no blog dos amigos. A realidade é que as tarefas que nos cercam são numerosas, enquanto o tempo escapa por entre nossos dedos como areia todos os dias. A vida é curta demais pra se preocupar com isso. Abraço minha amiga!

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  4. "Excesso de vida", que lindo!
    Nem sei se ainda tenho.
    Beijo,

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  5. Relaxe, minha boa e generosa amiga, às vezes, você demora de aparecer como todos nós, mas, quando você vem é cheia de galáxias, sem deixá-las morrer enquanto você alarga os seus passos pelas nossas casas e seus olhos nos auscultam sempre revelando céus estrelados e suas palavras estão sempre carregadas de carinho, de afeto; elas se corporificam em sonhos dento de cada de nós. Eu estou satisfeito, se eu pedir mais posso estar provocando André, rsrsrs.
    Um afetuoso abraço, como não o tenho feito, que é abraçá-la com força, pois o meu tempo tem sido escasso até para abraçar os amigos.

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  6. Fernanda, adorei o "tentando lembrar se já almocei ou se aquilo foi só um sonho..." hahhahahhhhh me identifiquei nos tempos eu que eu ainda estava na ativa na Marinha e precisava cumprir prazos apertados em meio a uma tonelada de papeladas...

    É assim mesmo, "excesso de vida". vamos combinar que deixar de comentar um texto de um blog que gostamos não é nenhuma tragédia, e nenhum blogueiro/a por mais "carente" e "sensível" que seja não deveria ficar chorando e dizendo, "Ah, fulaninho não comentou meu texto, ó que tragédia existencial..."

    A vida tem seu fluxo.

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  7. Fernanda,
    É sempre gostoso vir aqui.
    Viver é imperativo e
    fazer o que gostamos
    é fundamental.
    Todos nós temos
    nosso tempo e contra tempo.
    Bjins de ótimo dezembro,
    que amo.
    CatiahôAlc,

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  8. Amiga querida, todos temos dias muito complicados, cheios de coisas para fazer, e quando chegamos em casa dá vontade de deitar, relaxar, ainda mais agora no mês dezembro, uma loucura!
    Não se culpe, não, as visitas devem ser feitas com prazer e sem pressa. Leio muito você de noite, deitada, descansada! E que coisa boa. No dia seguinte está feito o comentário 😄🌹
    Esse seu estou lendo ainda no pc, e sei bem o que você sente, eu carrego um pouquinho dessa ansiedade, também , mas temos de olhar de outra maneira! Tenho o maior prazer em comentar nos amigos, e isso é muito bom, exercita tudo, a mente, e principalmente o coração, cheio de carinho!
    Agora vou para a caminha, amanhã cedinho estarei de pé.
    Beijinho, querida, comente, mas sem ansiedade, se não der uma hora, comente depois! 💐
    Meu carinho pra você.
    Beijinho.

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  9. Minha querida Fernanda
    Como a compreendo!
    É assim a vida, excedendo-se a si própria, por mais que queiramos ultrapassá-la lá vem ela chamando-nos e impondo-nos obrigações. Estas obrigações são amorosas para com os filhos, com a família, com os amigos, e para o trabalho.
    Como bem diz, é a lei vida.
    E a presença nos blogs é também prazerosa e faz-nos bem. Mas acaba saindo "prejudicada", mas percebemos bem as prioridades.
    Tudo de bom, amiga.
    Beijinhos
    Olinda

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)