✿Aguarde os próximos capítulos...✿

Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

19 abril, 2026

Ela

Aleatoriamente um toque de poesia


parece uma amazona que não pede licença ao vento, que atravessa o mundo com firmeza e uma coragem que encanta. E, olhando assim, ninguém diria que há pouco tempo estava com o braço engessado, limitada, impedida de fazer justamente aquilo que mais ama.
Sabia do quanto aquilo doía nela. Não era só o braço. Era a impossibilidade de escrever. E para a Nanda, escrever não é um hábito… é necessidade. É quase como ela mesma diz: “é respirar”. E ver alguém que amamos tentando “respirar com dificuldade”, mesmo sem reclamar, mesmo sorrindo… mexe com a gente. Ela, é ambidestra, tentou dar um jeito de escrever assim mesmo, mas a batida também machucou o dedo mindinho da outra mão, e o dedo da outra mão também enfaixado. Mesmo assim, eu a pegava às vezes tentando escrever escondido, como quem tenta enganar a própria dor. Nunca dramatizou. Nunca fez cena. Mas eu via. Eu sempre via seu esforço.
Foi aí que pensei: precisav a fazer algo. Qualquer coisa que devolvesse a ela um pouco desse ar que faltava. Amor, por que você não grava áudios? Eu escrevo pra você… e posto no seu blog.
Ela gostou. E aquele brilho discreto voltou por um instante. Nem sempre eu conseguia ajudar como queria, a vida também cobra seu espaço… mas só de saber que havia um caminho, já parecia aliviar um pouco o peso. Fernanda é assim. Doce de um jeito que encanta quem a conhece não enfraquece diante de nada só se fortalece como ela mesma diz em Deus!  Companheira até nos silêncios. Solidária até quando é ela quem precisa de cuidado. Eu tive uma sorte absurda de encontrá-la nessa vida. E digo isso sem exagero nenhum: sou um homem completamente feliz. Nunca vi uma mãe como ela. Presente de verdade. Amorosa sem medida. Forte sem perder a delicadeza. E esposa além de linda exemplar e companheira. E agora, enquanto ela cavalga, eu a observo daqui. Livre outra vez, inteira no corpo e na alma… eu só consigo olhar e me perder nela de novo. E de novo. E de novo. Me apaixo cada dia e eu nem sabia que isso ainda era possível vivenciar amor, amor, amor. Que Deus te proteja sempre, minha vida! Porque você é o anjo da nossa família. E, sem dúvida nenhuma, a mulher mais maravilhosa deste mundo. Quero que me desculpem, mas não levo muito jeito para escrevernunca levei. As palavras, quando vêm, parecem sempre meio desajeitadas, como se não soubessem bem onde ficar. Mas hoje eu entendo uma coisa que ela sempre disse e que, confesso, eu achava bonito sem compreender totalmente:às vezes, não é a gente que escreve… é o coração que dita. E o meu, quando fala dela, não gagueja. Porque é simples. É direto. É verdadeiro. Eu sinto. Sinto orgulho quando vejo a força dela mesmo nos dias em que ninguém percebe o esforço que foi levantar. Sinto admiração quando ela transforma dor em palavra, silêncio em sentido, e ausência em presença. Sinto paz quando ela está por perto como se o mundo, por alguns instantes, ficasse no lugar certo. E sinto amor… de um jeito que não cabe nessas linhas que tento escrever. Ela me ensinou muita coisa sem nem perceber. Sobre cuidado, sobre presença, sobre ficar principalmente ficar sempre enamorado.E se hoje eu escrevo assim, meio sem jeito, é porque aprendi com ela que não precisa ser perfeito… precisa ser verdadeiro. Então é isso.
Vai ser surpresa eu sei e está é a intenção. Te amo. Do meu jeito. Com as palavras que consigo e com tudo aquilo que nem sei dizer.

(André)💓

18 abril, 2026

Só nós dois

Aleatoriamente um toque de poesia



Se há um luxo neste mundo e ouso dizer que há poucos é o de partilhar um fim de semana com aquele que nos aquieta o espírito.

Não se trata de grandes viagens, nem de acontecimentos dignos de relato público. Ao contrário, reside justamente na delicadeza do ordinário: no arrumar distraído de uma mala, no entrelaçar de olhares cúmplices, na conversa que se prolonga sem esforço, como se o tempo tivesse, por gentileza, decidido nos favorecer.

Ao teu lado, descubro que a felicidade não exige alarde. Ela se apresenta discreta, quase tímida, escondida em pequenos gestos um sorriso contido, um toque leve, um silêncio confortável que fala mais do que qualquer declaração exaltada.

Confesso que há, em tua companhia, uma espécie de serenidade que me surpreende. Não aquela que advém da ausência de sentimentos, mas a que nasce justamente da certeza deles. E que rara é tal segurança, em um mundo tão inclinado às inconstâncias.

Assim, deixo-me ficar não por falta de alternativa, mas por escolha deliberada. Pois, se o tempo insiste em seguir seu curso, que ao menos encontre em nós dois um breve argumento para desacelerar.

E, se o domingo se apresentar com suas despedidas inevitáveis, por causa do trabalho, ouso acreditar que levará consigo menos de mim do que imagina pois uma parte minha, muito tranquila e resoluta, terá decidido permanecer contigo.



Fernanda

17 abril, 2026

O Exercício de Ser Laço

Aleatoriamente um toque de poesia




Nunca construí vínculos tentando impressionar.
Os encontros que ficaram esses que viraram abrigo nasceram de um gesto mais simples e mais raro: interesse real.

Interesse pelo que o outro não mostra de primeira.
Pelo riso que vem fácil, mas também pelo que vem depois dele. Pelo jeito curioso que cada um encontra de suavizar as próprias dores ou, às vezes, de transformar pequenas coisas em grandes tempestades. É nesse território, meio imperfeito e totalmente gente, que as conexões começam a ganhar forma.

Existe um instante bonito, quase imperceptível em que alguém percebe que pode ser ouvido de verdade.
E quando isso acontece, o coração se abre com uma generosidade desarmada.
Não é estratégia, não é cálculo é resposta.
E então, quase sem perceber, a gente se abre também.

Mas é depois desse momento que tudo começa de fato.

Porque não basta receber a confiança é preciso cuidar dela. Não basta escutar é preciso sustentar.
É ali, no que fazemos com aquilo que nos foi entregue, que os vínculos deixam de ser encontros e passam a ser construção. E nem sempre isso vem como talento.

Para alguns, é dom.
Para outros como eu é prática. Um exercício contínuo de presença, de escuta, de tentativa sincera de ser melhor dentro das relações.

Às vezes olho para as pessoas que caminham ao meu lado e penso: como conseguem fazer isso com tanta naturalidade?
Como transformam qualquer conversa em algo quase sagrado, como se o encontro tivesse sempre um sentido maior?

E então percebo: talvez não seja sobre facilidade.
Talvez seja sobre escolha.
Quando alguém que admiro alguém que considero inteiro, sensível, desperto decide ficar, isso diz muito mais sobre mim do que qualquer dúvida que eu tenha.
Vira um tipo de confirmação silenciosa: continue.
tem algo certo acontecendo aqui.

E isso me move.
Me faz querer crescer, ajustar, amadurecer.
Não por medo de perder, mas por respeito ao que está sendo construído.
Porque nenhuma relação se sustenta no automático.
O ser humano muda, se refaz, se descobre e as relações precisam acompanhar esse movimento.

Elas pedem renovação.
Pedem coragem.
Pedem verdade.
E, no meio disso tudo, aprendi algo que carrego como bússola: as amizades também nos ensinam a amar melhor.

Elas afinam o olhar.
Ajudam a reconhecer o que é cuidado e o que é descuido disfarçado. O que é presença e o que é ausência bem maquiada.

E, vez ou outra, me faço uma pergunta simples, mas decisiva: eu indicaria essa pessoa que hoje mexe comigo para alguém que amo profundamente?
Se a resposta vacila, algo dentro de mim também precisa parar e escutar.

Porque amar não é só sentir.
É escolher com consciência.
É não se abandonar no caminho.

No fim, entendo que tudo isso cada encontro, cada aprendizado, cada tentativa
é parte de um movimento maior.

Eu não seria quem sou hoje
se não tivesse sido tudo o que fui. E sigo.
Não perfeita, não pronta 
mas disponível.

Disponível para continuar exercitando esse verbo bonito e exigente:
relacionar.

Fernanda

16 abril, 2026

Foi preciso

Aleatoriamente um toque de poesia


Foi preciso me desarmar do controle e aceitar o risco o risco de sentir, de rir alto, de doer fundo. Abrir espaço dentro de mim para o inesperado, como quem escancara janelas sem saber que vento entra, mas ainda assim confia.

Foi preciso lembrar que a vida não é linha reta  ela é invenção. E a criatividade, essa companheira esquecida, sempre esteve ali, oferecendo caminhos onde antes eu só via muro. Mil possibilidades onde eu insistia em enxergar fim.

Mas, acima de tudo, foi preciso um gesto silencioso e difícil: me reconhecer digna.
Digna da leveza que eu mesma evitava.
Do amor que batia à porta e eu fingia não ouvir.
Da alegria simples essa que não precisa de motivo, só de permissão.

Porque ser feliz não é sorte.
É treino. É escolha repetida nos dias comuns. É aprendizado lento de quem desaprende a dor como destino e começa, com cuidado, a se permitir viver.



Fernanda

14 abril, 2026

Avesso de Asas

Aleatoriamente um toque de poesia




Transcrevo-me em teus silêncios como quem aprende a respirar dentro de um sonho. Há em ti uma poesia que não se explica apenas se passa. E eu, distraída de mim, me deixo ir, palavra por palavra, até caber no intervalo do teu olhar.

És essa espécie rara de beleza que não repousa: uma borboleta de asas incontáveis, que não se limita ao voo, mas reinventa o próprio céu. Em cada batida, um desvio. Em cada cor, um segredo. E eu, tão habituada ao chão, começo a duvidar da gravidade que me prende.

Invento-te no avesso do que é concreto, porque só lá te encontro inteiro. No extremo das coisas que não ousam ser ditas, onde o tempo não pesa e a idade não acusa. Lá, tua existência não envelhece apenas se transforma.

E se me perco, não é descuido: é escolha. Porque há encontros que não pedem rumo, apenas entrega. E no risco de te imaginar, acabo me revelando menos rígida, menos poesia , mais viva.

Talvez amar seja isso: desaprender os limites e aceitar que algumas presenças não cabem no mundo só no verso.

Fernanda

Seguidores