Por muito tempo acreditamos que os outros têm o poder de nos fazer sentir determinadas coisas. Dizemos: “Ele me irrita”, “Ela me magoa”, “Eles me deixam insegura”. E, sem perceber, entregamos ao mundo externo a chave da nossa paz.
Mas existe uma verdade que nem sempre estamos prontos para ouvir: o outro pode provocar, mas quem decide o que fazer com essa provocação é você.
A vida é um grande reflexo. Algumas pessoas despertam nossa alegria. Outras revelam nossas feridas. Algumas nos inspiram. Outras nos confrontam. E, embora seja tentador responsabilizar quem está diante de nós pelo desconforto que sentimos, o crescimento começa quando trocamos a pergunta.
Em vez de perguntar: “Por que essa pessoa faz isso comigo?”, talvez seja mais útil perguntar: “O que isso desperta em mim?”
Quando alguém nos critica, por exemplo, a dor nem sempre está na crítica. Muitas vezes ela encontra uma insegurança que já existia. Quando alguém nos rejeita, nem sempre o sofrimento está apenas na rejeição, mas nas histórias que contamos sobre nosso próprio valor.
Isso não significa aceitar abusos, desrespeitos ou relacionamentos tóxicos. Significa reconhecer que existe uma parte da experiência que pertence exclusivamente a nós.
E é justamente nessa parte que mora o nosso poder.
Você não controla o que as pessoas dizem. Não controla as escolhas delas. Não controla os comportamentos delas.
Mas o que você pode controlar? O significado que atribui a tudo isso.
Pode escolher não alimentar uma mágoa. Pode decidir não transformar uma opinião em verdade. Pode acolher uma dor sem permitir que ela defina quem você é.
Pode estabelecer limites.
Pode se afastar.
Pode perdoar.
Pode permanecer.
Pode recomeçar.
Tudo…
Crescer emocionalmente, acontece quando compreendemos que a liberdade não está em mudar o outro, mas em assumir responsabilidade pela forma como respondemos ao que ele desperta em nós.
O outro é o gatilho.
A sua reação é a escolha.
E entre o que acontece e a forma como você responde existe um espaço precioso. Nesse espaço mora sua consciência, sua força e sua capacidade de transformar a própria história.
Porque, no final das contas, o que o outro provoca em você pode até não estar sob seu controle. Mas o que você faz com isso?😬
Isso é tudo.!!!😉
Fernanda