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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

30 setembro, 2026

Meu estilo de escrita

Aleatoriamente um toque de poesia



Tenho pensado
Muito na escrita.
Talvez porque escrever seja uma maneira bastante elegante de  conversar comigo mesma sem parecer que estou falando sozinha. E, convenhamos, aos olhos dos outros, isso sempre parece um pouco mais sofisticado quando há um teclado envolvido. 😉

Ultimamente, tenho vontade de escrever diferente.
Não quero abandonar o meu estilo o que observa como se ele tivesse alguma coisa importante a dizer, que encontra poesia numa planta nascendo torta e que desconfia seriamente de qualquer pessoa que diga “está tudo bem” depressa demais.

Mas quero experimentar outro tom. Quero aproximar a escrita da psicologia.
Talvez contar uma história que pareça, à primeira vista, apenas um estudo de caso. Uma pessoa chega, senta-se diante de alguém e começa a contar aquilo que ninguém vê. Fala do medo, da culpa, das pequenas perdas, das coisas que guarda para não incomodar ninguém.

E então acontece uma coisa interessante. Quem está lendo começa a reconhecer alguma coisa naquela pessoa.
Um pensamento.
Uma lembrança.
Uma ferida antiga que, até aquele instante, estava muito bem escondida atrás de uma rotina aparentemente normal.

É aí que eu gostaria de brincar com a escrita.
Não para diagnosticar ninguém Deus me livre! Já basta a quantidade de gente que faz isso gratuitamente por aí. Mas para provocar aquele pequeno instante de reconhecimento.

Talvez a pessoa diga que não sabe por que se sente triste.
E a pessoa que lê, pense que sabe. Depois ela conte que se acostumou a resolver tudo sozinha. E o leitor pare de achar tão estranho.

Até que, em algum momento da conversa, ela perceba que passou tanto tempo tentando ser forte que se esqueceu de perguntar a si mesma se ainda queria continuar carregando tudo daquele jeito.

E é nesse ponto que eu gostaria que a terapia começasse a acontecer.
Não como uma mágica.
Não com aquelas frases bonitas que parecem resolver uma vida inteira em três linhas.

Mas devagar.

Como acontece de verdade.
Uma pergunta hoje.
Uma compreensão amanhã.
Um limite aprendido depois.
Uma lágrima que finalmente pode cair sem precisar pedir desculpas.

Uma pessoa descobrindo que não precisa deixar de ser quem é para começar a cuidar de quem se tornou. Essa é a  possibilidade  que eu esteja procurando: Na minha scrita contar histórias que façam companhia.

Histórias nas quais alguém possa entrar sem bater à porta, sentar-se por alguns minutos e pensar:
“Meu Deus… acho que essa história também é um pouco minha.”

Então, se vocês perceberem por aqui uma Fernanda meio depressiva ultimamente, não se assustem. 😉
Estou apenas treinando minha psicologia.

Eu já havia contado que estou fazendo esse curso, não havia? Pois é.

Cheguei até ele com uma vontade imensa de compreender melhor as pessoas, especialmente aquelas que muitas vezes passam pela vida sendo pouco escutadas: crianças, idosos, gente que carrega dores e até aquelas pessoas que aprenderam a sorrir tão bem que ninguém mais pergunta se estão felizes.

E talvez eu esteja descobrindo que estudar psicologia também muda o jeito de escrever.

A gente começa a desconfiar das aparências.
A ouvir o que não foi dito.
A perceber que um comportamento quase sempre tem uma história por trás. E, principalmente, aprende que nem toda dor precisa terminar em tristeza.

Algumas dores, quando encontram escuta, podem finalmente encontrar outro caminho.

É por isso que, apesar do tom mais sombrio de algumas histórias, existe em mim uma alegria enorme.
Estou estudando psicologia.
Estou aprendendo.
Estou escrevendo de outro jeito. E, entre uma teoria, uma história, uma dúvida e outra, vou descobrindo que talvez eu não esteja apenas treinando minha psicologia.

Talvez esteja aprendendo uma nova maneira de olhar para a vida. E sou profundamente grata a Deus por isso. Porque, sinceramente?
Nunca estive tão feliz.

Fernanda

Para esse texto sobre esta escrita: 
psicologia, conflito interior e transformação, uma frase de Carl Jung combina muito:
“Até que você torne o inconsciente consciente, ele dirigirá sua vida e você o chamará de destino.”

29 setembro, 2026

Sem pressa

Aleatoriamente um toque de poesia



Um dia, cansada de colecionar pequenas tristezas, ela decidiu fazer uma coisa diferente: parar de oferecer morada ao que só sabia feri-la.Não prometeu que nunca mais choraria. Prometeu apenas que não faria da própria tristeza uma casa. Se alguma coisa doesse, respiraria fundo e seguiria com a vida miúda que insiste em acontecer enquanto a gente pensa que tudo parou. Se alguém fosse embora, ela deixaria a porta aberta para o adeus, mas não ficaria sentada diante dela esperando passos que talvez nunca voltassem.

E se o amor acabasse, haveria ainda tanta coisa bonita para fazer. Molhar as margaridas, ouvir uma música antiga, conversar com quem ama, olhar o céu demoradamente e agradecer por aquilo que um dia foi bonito. Ela descobriu que a vida não precisa entregar todas as respostas de uma vez. Há coisas que só o tempo explica. Há outras que o tempo simplesmente leva. E há aquelas que permanecem dentro da gente, não como ferida, mas como aprendizado.

Então resolveu esperar. Não por finais perfeitos. Esperaria pelo próximo domingo, pelo canto dos pássaros, por uma notícia boa, por uma tarde tranquila, por uma gargalhada inesperada. 
Esperaria pelo amanhã. Porque quem sabe a esperança seja precisamente isso: continuar colocando um pouco de fé na mesa, mesmo quando a vida ainda não serviu o jantar.

E, enquanto espera, viver. 
Sem pressa.
Sem medo de recomeçar. 
Sem permitir que aquilo que doeu ontem tenha o direito de decidir o que será bonito amanhã.


Fernanda

Talvez a gente só precise, de vez em quando, parar de procurar quem fomos e abraçar, com ternura, quem ainda estamos aprendendo a ser.😊

28 setembro, 2026

Testando a psicologia

Aleatoriamente um toque de poesia


Houve um tempo em que eu acreditava que amar alguém era uma espécie de morada. A gente chegava, deixava os sapatos à porta, espalhava pequenos sonhos pela sala e imaginava que, dali em diante, haveria sempre alguém esperando pelo nosso retorno.

Eu não sabia que algumas casas existem apenas para nos ensinar a voltar para nós mesmos. Durante muito tempo, procurei você nas horas vazias, nas tardes demoradas, nas pequenas lembranças que insistiam em aparecer sem serem convidadas. Havia dias em que qualquer coisa me fazia pensar em nós: uma música, uma palavra, o cheiro de café, uma janela aberta para o fim da tarde. E eu, tão cheia de esperança, inventava continuidades onde talvez já houvesse apenas despedidas.

Você tinha um jeito peculiar de se afastar sem precisar partir. Estava ali, mas parecia morar muito longe. Eu conversava com o silêncio e, de alguma maneira, esperava que ele me respondesse.
Talvez essa tenha sido a minha maior ilusão: imaginar que, se eu tivesse paciência suficiente, carinho suficiente, compreensão suficiente, conseguiria alcançar o lugar onde você escondia o que sentia.

Só depois compreendi que ninguém pode ser alcançado quando escolhe permanecer distante. Houve uma noite em que alguma coisa dentro de mim cansou. Não foi uma revolta. Não houve portas batendo, acusações. Foi apenas aquela calma  compreensão que chega quando o coração, depois de insistir tanto, finalmente entende. Eu não precisava mais convencer ninguém a ficar.

Foi estranho perceber isso.
Porque, durante muito tempo, achei que perder você significaria perder uma parte de mim. E aconteceu justamente o contrário. Quando você deixou de ocupar todos os espaços dos meus pensamentos, comecei a encontrar coisas minhas que eu havia esquecido.

Voltei a gostar das minhas próprias manhãs. Voltei a prestar atenção no céu.
Voltei a perceber que uma tarde podia ser bonita mesmo quando ninguém me escrevia.
Voltei a rir sem precisar contar a razão.

E descobri uma coisa quase desconcertante: eu ainda existia inteira. Talvez eu tenha me procurado em você porque ainda não sabia onde me encontrar. Talvez aquele sentimento tenha sido menos sobre possuir alguém e muito mais sobre descobrir quem eu era quando alguém me olhava. Eu queria ser escolhida, compreendida, lembrada. Queria que alguém reconhecesse em mim aquilo que eu mesma ainda não conseguia enxergar.

E, quando isso não aconteceu, pensei que o problema fosse a minha falta.
Não era. Há pessoas que chegam para despertar alguma coisa em nós e depois seguem o caminho delas. Não necessariamente porque foram cruéis ou porque nós fomos insuficientes. Às vezes, simplesmente não sabemos construir juntos aquilo que, sozinhos, sonhamos tão bonito.

Você seguiu.
Eu também.
E, embora tenha demorado, compreendi que não precisava transformar o passado em inimigo para conseguir deixá-lo para trás.

Algumas histórias não terminam com uma grande cena. Terminam devagar, como a luz desaparecendo de uma sala ao entardecer. Quando percebemos, já não há mais claridade suficiente para continuar enxergando a mesma coisa.

Então a gente fecha a janela.
Não por raiva.
Por respeito à própria paz.
Hoje, quando penso naquele tempo, não desejo apagar nada. Até aquilo que doeu teve alguma serventia. Foi através daquela ausência que aprendi a reconhecer minha presença.

Eu queria que você desse amor. 
Acabei aprendendo a me dar companhia.
Eu esperava uma declaração.
Recebi uma compreensão.
Eu imaginava que precisava ser escolhida. 
Descobri que também precisava escolher a mim.

E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de crescimento: perceber que algumas pessoas foram capítulos importantes, mas não precisam continuar sendo o livro inteiro.
Ainda existe um jardim em mim. Por algum tempo, pensei que ele tivesse morrido.

Não morreu. Apenas ficou sem cuidados enquanto eu esperava alguém voltar para regá-lo. Hoje sou eu quem abre a torneira. Sou eu quem poda os galhos secos.
Sou eu quem planta novamente. E, quando alguma flor aparece, já não fico esperando que alguém venha admirá-la.
Eu mesma paro diante dela.
E sorrio. Porque finalmente entendi que, em certos amores, a pessoa que tanto procurávamos no outro éramos nós.


Fernanda

 Fechando naquele tom de psicologia, autoconhecimento e delicadeza
Não se assustem apenas um texto aleatório.😜

10 setembro, 2026

Quando a descoberta muda de mãos

Aleatoriamente um toque de poesia


Às vezes eu penso que toda grande descoberta começa de um jeito muito simples: alguém olhando para alguma coisa e se perguntando por quê? É uma pergunta pequena, mas foi ela que nos trouxe até aqui. Foi por causa dela que aprendemos a observar o céu, entender o corpo, descobrir os remédios, criar máquinas, atravessar distâncias e transformar aquilo que parecia impossível em parte da nossa rotina.
E eu acho bonito pensar nisso. Mas, ao mesmo tempo, existe uma coisa que me incomoda. Quanto mais a humanidade descobre, mais poder ela também acumula. E poder nunca fica simplesmente parado.

A ciência pode criar uma vacina e salvar milhares de pessoas. Pode criar uma tecnologia que aproxima quem está longe. Pode melhorar a vida de alguém que talvez nem tivesse esperança. Mas também pode criar armas, sistemas de vigilância, formas de controle e tecnologias que concentram ainda mais poder nas mãos de poucos.

Então comecei a pensar que talvez o problema não esteja na descoberta. Está em quem decide o que fazer com ela. É por isso que a frase
 “A ciência se torna uma ferramenta neutra a serviço de quem está no comando” me provoca tanto.

Porque a ciência pode até ser neutra enquanto conhecimento. Mas, quando sai dos livros e dos laboratórios e entra no mundo, ela encontra interesses, dinheiro, governos, empresas, disputas e pessoas. 

E aí já não existe tanta neutralidade assim.
Eu me pergunto: quem escolhe quais pesquisas serão financiadas? Quem decide quais tecnologias chegam até nós? Quem ganha quando uma nova descoberta aparece? E quem fica de fora? Talvez a gente tenha se acostumado demais a comemorar o progresso sem perguntar para onde ele está nos levando. Nós ficamos encantados com máquinas que fazem coisas incríveis, com descobertas que parecem pertencer ao futuro, com a velocidade com que tudo muda. Mas quase nunca paramos para perguntar: isso está tornando a vida de quem melhor? Essa pergunta, para mim, é mais importante do que simplesmente saber até onde a ciência consegue chegar. Porque chegar mais longe não significa, necessariamente, chegar a um lugar melhor.

A humanidade descobriu o fogo e aprendeu a cozinhar, se aquecer e sobreviver. Mas também descobriu que o fogo podia destruir. Descobriu a energia, mas também aprendeu a transformá-la em instrumento de guerra. Descobriu maneiras de conhecer o corpo e prolongar a vida, mas também descobriu maneiras cada vez mais sofisticadas de controlar pessoas.

Talvez esse seja o nosso maior paradoxo: somos capazes de criar coisas extraordinárias sem necessariamente sermos extraordinários nas escolhas que fazemos com elas.
E isso me faz pensar que talvez a ciência precise caminhar acompanhada de alguma coisa que não encontramos em um laboratório: consciência.

Porque descobrir é uma capacidade. Mas escolher é uma responsabilidade.
No fundo, penso eu não tenho medo da ciência.
Tenho medo de uma ciência sem perguntas.
De uma ciência que só pergunte “podemos fazer?” e nunca pergunte “devemos fazer?” Porque, quando o conhecimento se transforma em poder, alguém sempre estará segurando esse poder.
E é aí que tudo muda. Penso que a verdadeira questão não seja o quanto a humanidade ainda pode descobrir.

Talvez seja o que ela fará quando descobrir.
E, pensando nisso, eu chego a uma conclusão um pouco incômoda: a ciência pode nos dar ferramentas para transformar o mundo, mas são as nossas escolhas que revelam que tipo de mundo queremos construir.


Fernanda

05 setembro, 2026

Sempre grata!

Aleatoriamente um toque de poesia



Hoje quero agradecer, de coração, por cada felicitação recebida pelo meu aniversário. ❤️ Entre as mensagens bonitas, algumas amizades carregam consigo uma história que o tempo não apaga. 
há tantos anos estamos por aqui, nesse cantinho virtual, construindo uma amizade respeitosa, carinhosa e, acima de tudo, cheia de gratidão a Deus.
Vocês dois foram testemunhas, mesmo que através das palavras e das telas, de tantas fases da minha vida: das conquistas, das lágrimas, dos recomeços, dos dias difíceis, da força que precisei encontrar e, principalmente, da fé que nunca me deixou desistir. Dizem que há pessoas que chegam e simplesmente passam. Outras, Deus coloca no caminho para permanecerem de alguma forma. Vocês são assim para mim, Deus os colocou pra ficar. São tão amados que nem sei explicar com palavras… é  sentimentos que só Deus sabe como fazer nascer e permanecer e ponto. Vocês fazem parte da minha família do coração. E isso é um presente que a vida me deu. Meu carinho e minha gratidão por vocês dois são imensos. Amo vocês! ❤️🙏🏻

E deixo também meu agradecimento cheio de carinho à Fox, https://fox-time.blogspot.com/?zx=9d5447d42b1d0d92  e Nuria, https://escritoranuriadeespinosa.blogspot.com/  pelas felicitações e pelo carinho comigo. Que Deus retribua todo esse afeto em forma de bênçãos.
Meu aniversário passou, mas ficou aquilo que realmente importa: o carinho de quem caminhou comigo, mesmo de longe, e deixou um pedacinho de amor na minha história.
Obrigada por fazerem parte dela.


Obrigada Meu Pai do alto por tudo!
Fernanda 🙏🏻

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