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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

25 fevereiro, 2026

A vida também nos condiciona ao carinho

Aleatoriamente um toque de poesia



Hoje, enquanto eu caminhava pela rua como quem não quer nada mas querendo tudo que é afeto pensei em como certos comportamentos são quase um experimento vivo, digno de Ivan Pavlov.

Saí para caminhar. Cumprimentei pessoas. Sorri. E fui me deixando no ar pelos vizinhos que já não sabiam mais o que me oferecer para comer. Fui visitar sem intenção, ou talvez com aquela intenção silenciosa que só o coração entende.

Por quê?
Porque me convidaram para um cafezinho.
E cafezinho… eu nunca dispensei.

Dona Virgínia disse que se eu fui na casa de Dona Margarete, também teria que ir na casa dela. Hahaha. Que engraçado. Era quase uma disputa de carinho, dessas que aquecem mais que o próprio café. Eles já não sabiam mais como me agradar e eu ali, feliz, experimentando cada gesto como quem saboreia uma teoria na prática.

E pensando bem… Pavlov descobriu que o cachorro salivava ao ouvir a campainha porque aprendeu a associar o som à comida. Eu, por outro lado, talvez já esteja condicionada ao som da palavra “cafezinho”. É só ouvir que o sorriso vem. A resposta é automática. Estímulo e afeto.

Mas diferente do cachorro, eu escolho.
Escolho aceitar.
Escolho retribuir.
Escolho ficar mais um pouquinho.

Depois, meu pai apareceu à minha procura, preocupado.
“Filha, eu ia sair, mas estava te procurando… Não ouvi você avisar que iria sair.”
E eu respondi: Pai, só meu braço está no gesso, viu? Não se preocupe. Eu estava escolhendo a melhor parte.

Porque experimentar é viver o convite.
Escolher é decidir onde o coração quer pousar.

E hoje, entre cafés, risos e vizinhos disputando minha presença, eu percebi que a vida também nos condiciona ao carinho. Mas permanecer nele… é sempre uma escolha.


Fernanda

22 fevereiro, 2026

Entardecer

Aleatoriamente um toque de poesia


O entardecer é a pausa que o céu faz antes de fechar os olhos. A luz se despede devagar, como quem não quer ir embora, tingindo o horizonte de saudade dourada. Há um silêncio diferente nessa hora não é vazio, é transição. O dia entrega suas dores e suas alegrias ao colo da noite. E tudo fica mais manso. No entardecer, até a pressa aprende a respirar. 


Fernanda

21 fevereiro, 2026

Essência

Aleatoriamente um toque de poesia




Teu riso cúmplice
cor dentro da chuva 
nossos olhos guardam
tesouros de mel.
Inverno que delineia
um quadro belo.



Fernanda!

PS:Amigos,

quando eu puder comentar como gosto, com calma e presença, retribuo cada visita de vocês uma por uma, como sempre fiz e faço questão de fazer. Por agora, estou só lendo vocês em silêncio. Às vezes reagindo com o coração apertado de vontade de escrever mais, mas respeitando o tempo que o braço no gesso está me impondo. Assim mesmo ainda tento rabiscar pq amo e preciso mais logo paro.
André, tem sido meu apoio nisso, me ajudando a postar enquanto ainda não consigo fazer tudo sozinha.
É uma fase, e vai passar. Enquanto isso, saibam: mesmo em silêncio, estou Lendo, sentindo e sendo imensamente grata por cada palavra que vocês deixam. 

🙏🏻


20 fevereiro, 2026

Noite

Aleatoriamente um toque de poesia



Noite, vem tecer comigo palavras,
costurar silêncios na beira do peito.

Traz tua agulha de estrelas
e remenda devagar
minha asa quebrada.

Que o escuro seja ninho,
e não queda 
e que do rasgo
nasça voo outra vez.


Fernanda

19 fevereiro, 2026

Gratidão

Aleatoriamente um toque de poesia




Tenho apreciado o canto dos pássaros que continuam cantando, mesmo quando eu estou distraída demais para escutar. A brisa que toca o rosto como quem diz: “fica, só mais um pouco”. E minhas conversas… essas que às vezes começam com palavras simples e terminam revelando pedaços de mim que eu ainda não conhecia. Autoconhecimento não é um mergulho barulhento. É um silêncio atento. É perceber o que me dói, o que me alegra, o que me move e acolher tudo com menos julgamento e mais ternura. E a gratidão nasce aí. Não como obrigação, mas como consequência. Quando eu me escuto, eu me reconheço. Quando me reconheço, agradeço. Pela pausa. Pelo aprendizado. Pelo carinho escondido nos detalhes. Talvez crescer seja isso: aprender a parar sem culpa e agradecer sem medida.

Obrigada papai do alto
Fernanda





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