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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

12 maio, 2026

Flor que não aceita veneno

Aleatoriamente um toque de poesia


Há bocas que falam baixo,
mas destilam fel com perfume francês.
Não gritam, não apontam apenas semeiam,
com mãos suaves,
sementes que nascem tortas.

Dizem que é cuidado.
Que é só uma opinião.
Mas a frase vem dobrada,
com agulha fina escondida no meio do pano.

São jardineiras da discórdia.
Andam por aí lançando sementes cinzentas
no quintal dos outros,
esperando que brotem mágoas.

Mas esta Fernanda…
não rega o que não pediu pra nascer. 
Aprendeu a reconhecer cheiro de terra envenenada. 
E quando sente, recua com a elegância de quem já cansou
de se sujar por dentro com lama do outro.
Segue tentando ser educada por fora.
Como a vida a ensinou por dentro.
Ela não responde.
Não precisa.
Porque flor que conhece seu perfume
não se curva ao espinho de ninguém.

E quem planta maldade disfarçada de opinião sincera
um dia colhe o silêncio de quem não volta mais.



Fernanda

11 maio, 2026

Vamos refletir juntos?

Aleatoriamente um toque de poesia


Há séculos o homem olha para o céu tentando entender as estrelas. Criou teorias, telescópios, satélites, máquinas capazes de ir o espaço. Descobriu curas, construiu cidades gigantescas, sistemas inteligentes, tecnologias impressionantes. A ciência avançou. O mundo ficou moderno. Tudo ficou rápido.

Mas, apesar de todo esse progresso, ainda caímos na mesma pedra.

A indiferença.
A pressa.
O orgulho.

A arrogância de achar que sabemos tudo, enquanto desaprendemos o essencial: olhar uns para os outros com humildade.

A minha curiosidade em refletir sobre esse tema é perceber que conseguimos conversar com pessoas do outro lado do planeta em segundos, mas temos dificuldade de ouvir quem está ao nosso lado. Criamos inteligência artificial, mas continuamos falhando no exercício da empatia natural. Nunca tivemos tanta informação, e ao mesmo tempo nunca estivemos tão cansados emocionalmente.
É o que venho percebendo ao meu redor. Penso que seja porque tenhamos aprendido a explorar o universo inteiro, menos o nosso próprio coração.

E essa talvez seja a maior contradição do nosso tempo.
E eu me questiono muito sobre tudo isso.
Construímos máquinas sofisticadas, mas ainda destruímos pessoas com palavras simples. Falamos sobre evolução enquanto cultivamos guerras emocionais dentro de casa, nas redes sociais, nas relações e até dentro de nós mesmos. Existe uma sede enorme por sucesso, aparência, produtividade e reconhecimento, mas uma dificuldade enorme de amar, compreender e desacelerar.

O mundo te ensina a competir o tempo inteiro.
Pouco te ensina sobre acolher. Pouco se fala sobre gentileza. Pouco se valoriza a delicadeza.

A sensação que tenho é de que estamos avançando por fora e nos perdendo por dentro. E talvez as pessoas não precisem apenas de mais tecnologia. Talvez precisem de mais consciência.
Mais escuta.
Mais humildade.
Mais presença.
Mais compaixão.
Mais coragem para sentir.

Porque não adianta conquistar outros planetas se ainda não conseguimos habitar uns aos outros com respeito.

Talvez o futuro não dependa apenas da inteligência que acumulamos, mas da sensibilidade que estamos deixando morrer.

E então fica a pergunta:
O que realmente falta ao ser humano hoje?

Mais amor?
Mais espiritualidade?
Mais empatia?
Mais solidariedade?
Mais verdade?

Ou será que desaprendemos algo essencial no caminho?
Quero muito saber a opinião de vocês, sabe? 
Na visão de vocês, qual é a maior carência da humanidade atualmente?


Fernanda




09 maio, 2026

Maternidade

Aleatoriamente um toque de poesia

Quando mãe é poesia, o amor deixa de caber nas palavras comuns. E talvez a poesia mais bonita sobre mãe seja essa: ela quase nunca fala do que renuncia, mas transforma renúncia em AMOR todos os dias.♥️

Penso que a maternidade começou antes mesmo da primeira mulher segurar um filho no colo. Começou no instante em que alguém decidiu cuidar de outro alguém mesmo estando cansada, machucada, ferida, por amor . Quando leio Primeira Epístola a Timóteo 2:15, não consigo enxergar apenas parto. Vejo profundidade. Vejo entrega. Vejo uma espécie de amor que rasga as entranhas do imensurável  para que outro ser exista mais inteiro. Porque ser mãe nunca foi somente gerar corpos.

Há mulheres que geram coragem. Outras geram abrigo. Algumas geram fé dentro de casas destruídas. Conheci mulheres que nunca tiveram filhos, mas eram mães de vizinhos, sobrinhos, alunos, animais abandonados e até de homens adultos emocionalmente perdidos pela vida. E conheci também quem deu à luz crianças, mas nunca aprendeu a oferecer presença, carinho, cuidados.

A maternidade verdadeira não mora só no ventre.
Mora no cuidado. Mãe é quem percebe a febre antes do termômetro. Quem doa o último pedaço mesmo sentindo fome. Quem ora baixinho enquanto todos dormem. Quem continua sustentando a casa por dentro quando já desabou por fora.

Talvez por isso Deus permita que tantas mães envelheçam cansadas: porque amar profundamente também desgasta o corpo. Mas há santidade nisso. Uma mulher embalando um filho às três da manhã talvez esteja mais próxima do céu do que muita gente ajoelhada em templos.
Porque Deus sempre pareceu gostar das pessoas que cuidam.

E existe um fato que quase ninguém comenta sobre a maternidade. Aquela quando a casa finalmente aquieta, os filhos dormem, e a mãe encosta na parede da cozinha tentando lembrar quem era antes de pertencer tanto a tantos. Sim, toda mãe, em algum momento, sente saudade dela mesma.
Saudade do tempo em que podia adoecer sem continuar funcionando. Do tempo em que o choro era ouvido. Do tempo em que não precisava ser forte o tempo inteiro. Mas ainda assim, no dia seguinte, ela levanta.

Levanta com olheiras.
Com medo.
Com seu melhor sorriso. 
E continua amando.
O amor  torna a maternidade mais sagrada: a permanência.
O brilho no olhar. Mesmo quando os filhos crescem e esquecem certas delicadezas. Mesmo quando o mundo inteiro exige mais do que ela consegue dar.

Mãe quase nunca desiste completamente. Pode cansar.
Pode chorar escondido no banheiro. Pode dizer que não aguenta mais. Mas existe dentro dela uma espécie de fio, que continua ligando seu coração ao daqueles que ama. E penso que Deus conhece bem esse fio.😉

Toda maternidade carrega um pouco do amor divino: o amor que alimenta, corrige, espera, sofre junto e permanece. Hoje, enquanto escrevo, imagino milhares de mães espalhadas pelo mundo.
Algumas sorrindo em mesas cheia de alegria. Outras tentando sobreviver ao luto de um filho. Algumas gestando vidas. Outras tentando reconstruir as próprias.

Há mães cansadas.
Mães solo.
Mães adotivas.
Mães de coração.
Mães que partiram e deixaram saudade morando  em cada cantinho da casa. E para todas elas, minha reverência. Que o Senhor do Alto abrace cada mãe que já se sentiu insuficiente. Cada mulher que amou além das próprias forças. Cada coração materno que continuou oferecendo luz mesmo nos dias escuros.

Feliz Dia das Mães para vocês mulheres que transformam cuidado em milagre cotidiano.
Feliz dia da Mães para NÒS!



Fernanda

Templo

Aleatoriamente um toque de poesia


Há lugares da casa que recebem visitas.
A sala. A cozinha. A varanda.

Mas o quarto…
o quarto é diferente.
O quarto é onde o interior senta no chão depois de um dia difícil.
É onde o corpo desaba quando o cansaço pesa demais.
É onde ninguém vê a coragem tirando a maquiagem do rosto.
A neurociência explica que o cérebro cria associações emocionais com os ambientes.
Quando um espaço está carregado de excesso, desorganização, barulho ou tensão, o sistema nervoso permanece em alerta. O cérebro entende que ainda não pode descansar.  

Por isso algumas pessoas entram no próprio quarto e continuam cansadas.
Não porque não dormiu. Mas porque a mente nunca se sentiu segura.
O quarto deveria ser um abrigo psicológico.
Um lugar onde o cérebro reduz a vigilância.
Onde o coração desaperta lentamente.
Onde a respiração volta ao ritmo da paz.

A ciência já percebeu que ambientes visualmente caóticos aumentam o estresse e mantêm o cérebro processando estímulos mesmo durante o descanso. O excesso visual pode elevar o cortisol o hormônio do estresse dificultando relaxamento e sono profundo.  
Talvez seja por isso que certas presenças bagunçam um quarto inteiro sem mover um objeto.

Tem gente que entra trazendo peso.
Conflito.
Agitação.
Invasão.
E o corpo sente.

Porque energia também é percepção emocional.
O cérebro capta tons de voz, tensão, olhares, movimentos, memórias associadas.
Tudo isso deixa marcas no ambiente afetivo.
O quarto deve  ser visitado só pelo casal
ele é seu templo.Não é  lugar de transitar energia de fora.

Seu quarto é quase um templo da sua mente.
É ali que você se recolhe, ama, reflete, relaxa, faz suas preces sem testemunhas.
Sonha sem precisar explicar.
Ninguém precisa entrar no lugar onde sua alma repousa.
Pense nisso😉

Fernanda

PS: Estou fazendo especialização em São Paulo. Atendendo quatro dias aqui, uma vez por mês.
 Numa correria  boa. dÉ gente linda, depois do gesso muito trabalho acumulado. 
Por isso, não estou visitando por enquanto.
Quando cessar mais essa correria, vou no meu tempo.
Obrigada pelo carinho de sempre!

07 maio, 2026

O SILÊNCIO DAS ÁRVORES

Aleatoriamente um toque de poesia


As árvores sabem de coisas
que ninguém contou pra elas.
Aprenderam tudo sozinhas,
de pé, olhando o céu,
ouvindo a respiração da terra.

Quando o vento passa,
elas conversam entre si
num idioma que a gente sente,
mas não traduz.
É língua de folha,
de galho que estala,
de sombra que se entrega.

Fico ali, parada,
escutando o que posso.
Elas falam de paciência,
de esperar o fruto amadurecer
sem exigir pressa do tempo.
Falam de raízes fundas,
que seguram firme
mesmo quando o mundo desapruma.

E ensinam, sem vaidade,
que crescer não é subir,
é aprofundar-se.
Que beleza não é grito,
é permanência.

Volto pra casa com a alma mais quieta,
quase árvore também,
como se um pouco da sabedoria delas
tivesse se encostado em mim.


Fernanda

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