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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

05 setembro, 2026

Sempre grata!

Aleatoriamente um toque de poesia



Hoje quero agradecer, de coração, por cada felicitação recebida pelo meu aniversário. ❤️ Entre as mensagens bonitas, algumas amizades carregam consigo uma história que o tempo não apaga. 
há tantos anos estamos por aqui, nesse cantinho virtual, construindo uma amizade respeitosa, carinhosa e, acima de tudo, cheia de gratidão a Deus.

Vocês dois foram testemunhas, mesmo que através das palavras e das telas, de tantas fases da minha vida: das conquistas, das lágrimas, dos recomeços, dos dias difíceis, da força que precisei encontrar e, principalmente, da fé que nunca me deixou desistir.

Dizem que há pessoas que chegam e simplesmente passam. Outras, Deus coloca no caminho para permanecerem de alguma forma. Vocês são assim para mim, Deus os colocou pra ficar.
São tão amados que nem sei explicar com palavras… é daqueles sentimentos que só Deus sabe como fazer nascer e permanecer e ponto. Vocês fazem parte da minha família do coração. E isso é um presente que a vida me deu. Meu carinho e minha gratidão por vocês dois são imensos. Amo vocês! ❤️🙏🏻

E deixo também meu agradecimento cheio de carinho à Fox, https://fox-time.blogspot.com/?zx=9d5447d42b1d0d92  e Nuria, https://escritoranuriadeespinosa.blogspot.com/  pelas felicitações e pelo carinho comigo. Que Deus retribua todo esse afeto em forma de bênçãos.
Meu aniversário passou, mas ficou aquilo que realmente importa: o carinho de quem caminhou comigo, mesmo de longe, e deixou um pedacinho de amor na minha história.
Obrigada por fazerem parte dela.


Obrigada Meu Pai do alto por tudo!
Fernanda 🙏🏻

31 agosto, 2026

Pise nas águas.

Aleatoriamente um toque de poesia



Hoje a poesia me tocou enquanto eu caminhava dentro de mim.

Talvez porque a vida tenha desses chamados, como quem estende a mão e diz: pise nas águas. Não espere que elas se abram diante dos seus olhos.
Pise.

Mesmo com medo.
Mesmo sem saber a profundidade.
Mesmo carregando nas costas aquilo que já deveria ter ficado para trás.

Há caminhos que só aparecem depois do primeiro passo. Hoje entendi que fé não é esperar que o mar fique raso. É confiar enquanto os pés ainda procuram chão.

Então, pise nas águas.

Deixe que elas levem o que pesa, lavem o que doeu e devolvam ao coração aquilo que o medo quase fez esquecer:

você ainda sabe voar.

E enquanto eu caminhava, a poesia me tocou de leve no ombro, como quem sussurra:
Fernanda, vai…
A vida não prometeu águas tranquilas. Prometeu apenas que você nunca caminharia sozinha.



Fernanda

Entre letras e alvorecer

Aleatoriamente um toque de poesia

Há palavras que se desprendem
como folhas cansadas do galho, e eu fico, em silêncio,
a decifrar a raiz do meu ser.

Faço do abraço um agasalho,
e nele me recolho
quando a vida sopra frio.
Depois, devagar,
aprendo a voar entre verbos,
porque letras queimam
quando carregam verdades
que o coração ainda não conseguiu dizer.

O tempo e suas marcas
têm sabor de memória.
Algumas saltam de meus lábios sem pedir licença,
outras permanecem guardadas num lugar onde só a alma alcança.

E quando meus olhos irradiam alguma alegria,
eu descubro que ainda sei sorrir mesmo depois da tempestade.

Idealizo caminhos,
aprendo a sombras soltar,
e sigo recolhendo frutos
de cada estação vivida.

Meus pensamentos, às vezes, entram num labirinto
onde nenhuma bússola conhece o norte.
Mas espero o alvorecer,
porque todo amanhecer
traz consigo a possibilidade
de um novo começo.

Então me desarmo.
E, sem medo de parecer frágil, vou unindo
as lágrimas ao sorriso,
a dor à esperança,
o silêncio ao murmúrio
daquilo que ainda vive em mim.

Talvez a vida seja: um universo de encontros,
algumas tempestades,
muitas marcas,
e a coragem muda
de continuar florescendo
mesmo quando ninguém percebe a raiz que sustenta
a nossa primavera.


Fernanda

28 agosto, 2026

Ser alado

Aleatoriamente um toque de poesia


Há ecos que permanecem mesmo depois que o silêncio chega. São antigos habitantes do coração,
moradores de uma casa que aprendeu a ficar desarmada
diante da vida, do amor e de suas pequenas contradições.

Aprendi que é preciso tolerância para compreender aquilo que não se explica,
e talvez exista uma espécie de telepatia entre almas que se reconhecem sem precisar dizer.

Sou assim:
um raio de luar atravessando a noite, um pouco de doçura em meio às asperezas,
um pássaro sem asas visíveis,
carregando no peito o presente como quem carrega uma fonte de água limpa
para matar a sede de quem já se cansou de caminhar.

Mas também sou ferida.
E talvez seja justamente por isso que aprendi a ser rocha.

Não porque nunca tenha quebrado, mas porque tive de desbravar caminhos
quando ninguém sabia me dizer por onde ir.

Meus sonhos ainda conversam comigo.
Às vezes dizem baixinho:
“Segue-me.”
E eu sigo.

Não porque conheça o destino, mas porque descobri que nem toda estrada
precisa ser compreendida antes de ser percorrida.

O ontem ficou guardado
como uma fotografia antiga dentro da alma.
Não o nego, não o apago.
Apenas não permito que sua sombra decida o tamanho da minha luz.

Há coisas que só o tempo ensina: que algumas perdas são portas, que algumas dores são sementes,
e que algumas despedidas
nos devolvem a nós mesmos.

Hoje, quando olho para o céu,
sinto que existe em mim um ser alado que passou muito tempo com medo de partir.

Então, digo a ele:
Voa.
Voa sem pedir licença ao passado. Voa sem medo do vento. 
Voa levando a doçura, a fé e os sonhos.

Porque talvez a vida seja isso:
aprender a transformar ecos em música, feridas em sabedoria, sombras em luz
e o coração, finalmente,
em um lugar onde a alma possa morar.

Fernanda

Ofício

Aleatoriamente um toque de poesia



Aprendi, na longa caminhada,
que a vida é um ofício delicado: há dias em que precisamos de agasalho
e outros em que o coração se veste apenas de coragem.

No pincel, aprendi a decifrar
o que as palavras não conseguem dizer.
Pintei o silêncio,
as marcas do tempo,
a desordem dos pensamentos
e os sonhos desmedidos
que o espírito insiste em guardar.

Fiz dos versos minha casa,
da poesia, minha raiz,
e fui colorindo o mundo
com as pequenas coisas
que quase ninguém percebe.

Aprendi que o tempo não apaga. Ele apenas muda as cores daquilo que um dia nos feriu.

Por isso, hoje,
não tenho pressa de compreender tudo.
Há mistérios que preferem permanecer entre o céu e o mar, entre uma lembrança e outra, entre aquilo que fomos
e aquilo que ainda podemos ser.

Deito no sopro da brisa
as minhas inquietações
e deixo que o vento
leve consigo o que já não me pertence.

Depois recolho meus versos
como quem recolhe flores
de um jardim depois da chuva.

E caminho.
Com algumas marcas,
algumas cicatrizes,
muitos sonhos desmedidos
e uma certeza tranquila:

a vida pode até trazer desordem, 
mas enquanto houver poesia, 
sempre encontraremos um jeito de colorir novamente
a nossa caminhada.

Porque escrever, para mim,
não é apenas juntar palavras.

É tocar a própria raiz,
escutar o espírito
e transformar o que sentimos
naquilo que o tempo
não consegue apagar:

um verso vivo
dentro da alma.

Fernanda

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