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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

01 dezembro, 2025

É humano

Aleatoriamente um toque de poesia



Segurar na mão do outro é dizer sem palavras: “você não está só”.
É estar ali quando o chão some, quando a voz falha, quando o peito pesa.
Às vezes, não há o que dizer e tudo bem.
Porque há mãos que falam mais que qualquer discurso.
Elas sustentam, acalmam, lembram.
Que sentir medo é humano.
E ser amparado… é sagrado.


Fernanda


Que a sua semana seja assim:
cheia de alegrias que chegam sem alarde,
encontros que aquecem,
respostas que aliviam,
e uma fé doce que te acompanha em cada passo.
Que a luz que nasce agora,
 te alcance por dentro e faça morada.
Com carinho.

11 comentários:

  1. Lindo,Nanda e tão bom é poder segurar as mãos de alguém amparar...
    Linda semana!
    Feliz dezembro! beijos, chica

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  2. As mãos. As nossas mãos que tudo fazem, que tantos ofícios têm e servem para acarinhar para abençoar, para transmitir amor, para dar esperança. Não, não precisam de qualquer discurso. Só precisam de se fazer sentir. Em silêncio. E dizem tanto.
    Que texto maravilhoso, minha Amiga Fernanda. Obrigada.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  3. Oi, Fernanda! Bom dia! O amor, o respeito e a empatia constituem os alicerces de toda e qualquer relação entre os seres humanos. Sem a harmonia desses três elementos, não haveria, ao meu ver, razão para a existência da humanidade. Assim, desejo que possamos sempre ter a capacidade de estender a mão àqueles que, de alguma forma, necessitam de nosso amparo. Às vezes as palavras não são necessárias, mas sim o estar junto naquele momento. É isso que realmente importa. Abraço minha amiga, e que tenhas um dezembro abençoado cheio de luz à ti e pros seus.

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  4. Olá Fernanda.
    Muitas vezes o silêncio amigo, conforta mais que palavras.
    Ouvir também.
    O outro as vezes precisa só desabafar.
    Os problemas existem e sempre existirão, mas tem gente que não entende isso.
    Essas pessoas precisam de cuidados e ouvidos.
    Se isso não for carga para quem escuta, a melhor coisa é mesmo estar presente.

    Um abraço.

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  5. Adorava andar de mãos dadas com meu marido amado.
    Eu dizia que era "ternura de mão se encontrando."
    Até morrer, dormimos de mãos dadas.
    Beijo,

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  6. Que maravilha Fernanda! Quanta ternura...quanto amor!... ´
    Momentos íntimos que nos tocam e marcam para sempre!

    Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um carinho é reafirmar a cumplicidade, um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade, é não precisar ser estimulado, pois tudo o que vem do outro nos estimula, nos desperta para o amor...para a vida...para o mundo!...

    Um beijo Fernanda!

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  7. Qué mensaje más bonito has dejado, a veces, con pocas palabras, basta porque llega el cariño y la fuerza y eso es tan importante. El poder recofortar a esa persona que tanto lo necesita. Con tan solo un gesto: cogerle la mano y darle ese calor y apoyo que tanto necesita. Me produce mucha ternura tu entrada, querida Fernanda. Gracias por abrazar tanto como lo haces.

    Que tengas un feliz mes de Diciembre.

    Un beso enorme.

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  8. Olá! E tão bem ter alguém pra te dar a mão, uma ligação simples que só diga - estou aqui.
    Faz toda diferença no dia, na vida. Dezembro cheio de alegrias, amor e paz. Abraços.

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  9. Mãos entrelaçadas proporcionam uma incomparável troca de energia e podem até mesmo curar.
    Um dezembro iluminado pra ti, Fernanda.

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  10. Boa noite de paz, querida amiga Fernanda!
    Que gesto lindo ilustra seu post!
    Assim que vi e li seu post, na ilustração, me lembrei do meu amado quando longe me punha as mãos no computador para me abençoar (fotografava)...
    Não posso deixar de me emocionar.
    "Há mãos que falam mais que qualquer discurso."
    Vou me despedir, está bem, querida? Não posso mais ficar... as lágrimas não deixam.
    ...
    Tenha um dezembro abençoado!
    Beijinhos fraternos

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  11. Querida Fernanda
    Com as mãos fazemos variadíssimas tarefas, mas há uma função para que elas servem e que trazem consolo solidariedade.
    É quando elas agarram as mãos de um nosso semelhante num acto amoroso de grande apoio e nisso, realmente, não precisam de palavras, o gesto fala por si.
    Não importa a idade, a ternura que elas levam serve de grande refrigério e transportam a mensagem de que não estão sós no mundo.
    O seu texto, minha amiga, traz-nos um doce encanto e a magia de que há anjos a olhar por nós.
    Tenha uma excelente semana.
    Beijinhos
    Olinda

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)