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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

13 janeiro, 2026

Fases

Aleatoriamente um toque de poesia




A vida não muda de uma vez. Ela muda de fase.
E a gente vai se adaptando a elas, quase sempre sem perceber.

Tem fase de pressa, em que tudo é urgente e o coração vive atrasado. Fase de espera, em que nada acontece do jeito que queremos, mas tudo acontece do jeito que precisa. Há fases barulhentas, cheias de gente, e fases silenciosas, onde até as perguntas falam baixo.

No começo, resistimos. Achamos que não era para ser assim. Que a vida devia voltar para a fase anterior, aquela em que sabíamos mais ou doía menos. Mas a vida não anda para trás. Ela ensina.

Adaptar-se não é desistir. É aprender a respirar no ritmo novo. É entender que o que ontem fazia sentido, hoje pode pesar. Que algumas ausências não são castigo, são cuidado. E que nem toda mudança vem para tirar muitas vêm para aliviar.

Há fases que nos encolhem para depois nos expandir. Outras nos esvaziam para que caiba algo diferente. E mesmo quando não entendemos, seguimos. Porque viver é isso: atravessar fases sem manual, confiando que a gente dá conta. 
E dá! 

Com tombos, com pausas, com recomeços discretos.
A gente vai se adaptando. E, aos poucos, se transformando.



Fernanda

7 comentários:

  1. Fernanda, você pondera sobre algo inequívoco: na vida, passaremos por muitas fases. Boas e ruins. De calmaria e de tempestade. Não dá pra ser diferente. Saber passar bem pelas fases é algo que vai se aprendendo enquanto se muda.

    abraços.

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    1. Eduardo,

      tua colocação é muito lúcida. Ao lembrar que a vida é feita de ciclos de calmarias e tempestades você toca num ponto essencial: não temos controle sobre as fases, mas podemos aprender a atravessá-las. Esse aprendizado não acontece de forma teórica, e sim no movimento da mudança, no enfrentamento diário do que se apresenta. Passar bem pelas fases não significa não sofrer, mas desenvolver maturidade emocional e espiritual para compreender o tempo de cada uma. É no processo, e não na estabilidade permanente, que nos transformamos. Seu comentário complementa o texto ao reforçar que viver é, inevitavelmente, aprender a mudar.

      Abraços.🤗

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  2. Sim, temos fases.
    A minha fase de mãe de crianças foi maravilhosa. E eu não sabia que essa fase passaria.
    Teve a fase de comer muito, muito depressa porque a minha vida exigia.
    Teve a fase horrorosa do dinheiro muito curto. Foi uma fase muito longa, mas passou.
    Na vida tudo passa.
    Beijo,

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    1. Liliane,

      é tão precioso como olhamos com honestidade pelas fases né? Legal como você olha para as fases da vida sem romantizar todas elas. Há ternura ao lembrar da maternidade das crianças pequenas, mas também há lucidez ao reconhecer que, enquanto vivemos, muitas vezes não percebemos que aquela fase é passageira. A lembrança de comer depressa, da escassez financeira e do cansaço revela como a vida nos molda conforme a necessidade. E o mais bonito é essa constatação serena no final: tudo passa. As dores passam, as urgências passam, e até as fases boas também, o que nos convida a viver com mais presença e menos apego. Obrigada por dividir uma memória tão intensa.
      Beijo.😘

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  3. Oi, Fernanda! Boa tarde! Já passei por tantas fases na vida que, se eu fosse contar todas, daria para escrever um livro só sobre isso. Viver é uma experiência constante de aprendizado, cheia de altos e baixos. Não tem como fugir das chamadas fases, certo? Tem aquelas que são bem difíceis, outras sem graça, insossas. E as que trazem alegria. O importante é que todas elas passam. Se não fosse assim, acho que não teríamos que estar neste mundo caótico, marcado por sofrimento e desigualdades, especialmente em um país tão grande como o Brasil. Mas, de qualquer forma, essas fases são essenciais para todos nós. Costumo dizer que humanos e borboletas são parecidos em essência. Isso porque a borboleta passa por uma metamorfose incrível, saindo de uma lagarta para se tornar um ser alado que voa livremente. Acredito que somos assim também. Nascemos neste mundo físico através da carne, ao deixá-lo, com a decomposição do corpo, voltamos a ser energia cósmica, poeira de estrelas ou luz que ilumina parte do universo. No fim, retornamos a algo etéreo e eterno. É o que penso. Posso estar totalmente equivocado em meu pensar, mas é o que penso. Abraço Fernanda!

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  4. Amiga Fernanda, boa tarde de Paz!
    Gosto muito dos ciclos...
    Acabei de mudar de um, graças a Deus!
    Vale a pena ultrapassar fases ou ciclos.
    Vi uma borboleta no mês passado e, na hora, näo presseenti que era mudança de vida minha...
    Nada de pressa eu quero mais para mim.
    Já corri demais...
    Hoje, fiz meditação, caminhei e fui à praia...
    Com calma, muita coisa eu fiz.
    Jesus caiu 3 vezes... Para nos ensinar que é possível cair e levantar.
    O bom da vida é que, quando nos levantanos, estamos outra pessoa muito melhor.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos fraternos

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  5. Fernanda, querida amiga,
    A vida surpreende-nos sempre! Mas nunca devemos esquecer que viver é muito mais que existir!...
    É estar atento aos desígnios mais vastos, cumprir com coragem a aritmética do destino, semear ternura e amor a quem nos rodeia, mas não semear ânsias que se perdem num suspiro! Precisamos cultivar o belo, mesmo quando a vida nos exige segir a rotina amorfa dos dias.
    Vamos viver acreditando que na hora certa, em nossos sonhos caminharemos!

    Um beijo com carinho.

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)