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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

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Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

07 janeiro, 2026

Quais são os grandes mestres da Psicologia

Aleatoriamente um toque de poesia


Imagem: google


Quando falamos em psicologia, falamos de uma ciência construída por perguntas difíceis e respostas nunca definitivas. Seus grandes mestres não foram donos da verdade, mas homens e mulheres inquietos, dispostos a escutar a alma humana com seriedade, método e respeito.

Sigmund Freud foi um dos primeiros a olhar para o que estava escondido. Ensinou que o inconsciente fala, mesmo quando tentamos silenciá-lo, e que nossas dores têm história. Com ele, a psicologia aprendeu que nem tudo é controle, razão ou escolha consciente.

Carl Jung, seu discípulo e depois caminhante solitário, ampliou o olhar. Falou de símbolos, arquétipos e do sentido da vida. Mostrou que não adoecemos apenas por traumas, mas também por falta de significado. Sua psicologia tocou a alma, a espiritualidade e o mistério de ser quem se é.

B. F. Skinner seguiu outro caminho. Observou o comportamento, o ambiente e os condicionamentos. Ensinou que somos moldados pelas consequências de nossos atos e que compreender isso pode transformar educação, relações e sociedade.

Jean Piaget dedicou-se a entender como a mente se constrói ao longo da vida. Com ele, aprendemos que o pensamento cresce, amadurece, erra e se reorganiza. A infância deixou de ser vista como versão incompleta do adulto e passou a ser respeitada como etapa essencial.

Carl Rogers trouxe a escuta como centro. Falou de empatia, aceitação e autenticidade. Ensinou que, quando alguém é verdadeiramente ouvido, algo dentro dele começa a se reorganizar. Sua psicologia é menos técnica e mais humana.

E há ainda Viktor Frankl, que atravessou o horror dos campos de concentração para afirmar que o sentido da vida pode sustentar até a dor mais extrema. Com ele, a psicologia aprendeu que o ser humano pode ser ferido, mas não reduzido.

Esses são alguns dos grandes mestres da psicologia. Não porque tenham explicado tudo, mas porque nos ensinaram a respeitar a complexidade humana. Cada um, à sua maneira, nos lembrou que cuidar da mente é, antes de tudo, cuidar da dignidade de existir.



Fernanda

Aprendi com os mestres da psicologia que entender o outro é sempre um exercício de humildade e entender a si mesmo, um ato de coragem.😉

6 comentários:

  1. Turminha que vale quanto pesa essa!
    Muito bom e cada um deu sua contribuição! beijos, tudo de bom,chica

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    1. Querida Chica,

      tua alegria contagia e abraça o grupo inteiro. É isso: quando cada um contribui com o que tem de melhor, o resultado ganha alma. Obrigada pelo carinho e pela presença sempre afetuosa. Beijos!😘

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  2. Oi, Fernanda! Boa tarde! Acredito que os pensadores que são conhecidos como mestres da Psicologia merecidamente devo dizer desempenham um papel crucial na formação do jeito de pensar da humanidade, cada um possuindo uma parcela de grandeza que contribui para o todo. Pessoalmente, tenho uma especial admiração por Carl Jung, que se destaca entre eles, embora não subestime nem desmereça os outros. É intrigante, ao menos para meu entendimento, como todos eles compartilham uma inquietante e positiva busca por ultrapassar os limites do convencional e do aparente. Tal incitação ao esplendor do desconhecido, em sua essência, é algo verdadeiramente fascinante ao meu ver. Abraço Fernanda.

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    1. Luciano,

      teu comentário revela um olhar profundo e respeitoso sobre esses pensadores. Também vejo em Jung essa coragem de atravessar o aparente e tocar o simbólico, sem diminuir a importância do caminho aberto pelos outros mestres. Essa inquietação diante do desconhecido é, talvez, o que torna a psicologia tão viva e necessária. Obrigada por compartilhar tua reflexão.
      Um abraço.

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  3. Amiga Fernanda, boa noite!
    Estou estudando Yung com um amigo que tem mestrado na área.
    Gostando muito e entendendo minhas sombras bem melhor.
    "Nem tudo é controle, razão ou escolha consciente."
    Perfeito!
    Foi com o Eneagrama na linha oriental e os Exercícios Espirituais de Inácio de Loyola que me conheci e cresci.
    Fiz uma especialização em Terapia Comunitáia que me ajudou muito a entender medos, fobias, traumas e resiliência adquirida.
    "A psicologia aprendeu que o ser humano pode ser ferido, mas não reduzido."
    Nosso potencial tem que luzir, brilhar o nosso eu real com autarquia.
    Na realidade, quanto mais estudo sobre o tema, mais eu me entendo, perdoo e acolho, não fazendo diferença alguma o que o outro pensa de mim.
    A empatia cresce, não compreendo um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra não empático e vemos muitos por ai, secos que nem deserto de Saara.
    Enfim, vamos lutando contra nossas sombras e nos aproveitando das virtudes.
    Adorei e tem a ver com meu estado de espírito atual.
    Leveza!
    Tenha um anoitecer abençoado!
    Beijinhos fraternos



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    1. Querida Roselia,
      boa noite!

      Que lindo seu relato! Sinto na sua escrita a alegria do autoconhecimento e da leveza que você conquistou.
      Realmente, nem tudo está sob nosso controle ou na razão e aprender a acolher nossas sombras, como você tão bem descreveu, é um ato de coragem e amor próprio. Adorei ver como suas experiências com Eneagrama, Exercícios Espirituais e Terapia Comunitária se entrelaçam, mostrando que compreender o outro e a si mesmo é sempre um caminho de crescimento.

      E sim: nosso potencial precisa brilhar, mesmo que o mundo nem sempre compreenda. Que sua empatia continue iluminando você e todos ao seu redor.
      Um anoitecer sereno e abençoado!

      Beijinhos fraternos,🙏🏻😘

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)