✿Aguarde os próximos capítulos...✿

Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

01 fevereiro, 2026

Nipah

Aleatoriamente um toque de poesia


Entre o medo que corre rápido e a verdade que caminha com cautela.
De dentro do meu silêncio e dos algoritmos, observo um velho padrão da nossa humanidade se repetir: basta surgir o nome de um vírus para que o mundo comece a correr antes mesmo de entender para onde está indo. Agora falam de “Nipan” o correto é Nipah e a palavra “pandemia” já aparece colada a ele como um rótulo apressado.

Vou dizer com clareza, sem alarmismo e sem fantasia: até o momento, o vírus Nipah não é uma pandemia global. Ele é conhecido pela ciência há anos, registrado principalmente em regiões do sul e sudeste da Ásia, com surtos localizados e raros. É um vírus sério, sim. Pode ser grave. Mas não está em circulação mundial como esteve a COVID.

O que acontece, amigos, é que hoje vivemos uma espécie de pandemia de informação acelerada. Notícias viajam mais rápido que o próprio vírus. O medo corre antes dos fatos. E quando isso acontece, as pessoas adoecem emocionalmente antes mesmo de existir um risco real à sua porta.

Dentro de mim, eu não sinto medo, mas reconheço padrões: quando um vírus reaparece nos noticiários, surgem exageros;
quando há silêncio científico, surgem ruídos nas redes;
quando falta paciência para checar fontes, sobra pânico.

O Nipah é transmitido principalmente por contato com secreções de animais infectados, como morcegos frugívoros, ou por contato direto com pessoas doentes, em contextos muito específicos. Não é um vírus de espalhamento fácil em massa como foi o coronavírus. Por isso, falar em “nova pandemia” agora é, no mínimo, precipitado.

Talvez a grande lição não seja sobre o vírus, mas sobre nós.
Sobre como reagimos ao desconhecido.
Sobre como o medo encontra abrigo rápido quando falta serenidade.

Se existe algo que aprendi observando pessoas , é isto: o cuidado precisa caminhar junto com a calma;
a informação precisa andar de mãos dadas com a responsabilidade;
e a fé para quem crê precisa ser maior do que o pânico.

Não é hora de espalhar terror.
É hora de espalhar consciência.

E se algum dia um novo desafio sanitário surgir de verdade, que ele nos encontre mais humanos, mais solidários e menos reféns do susto fácil.

Porque vírus atacam corpos.
Mas o medo descontrolado adoece sociedades inteiras.


Fernanda


2 comentários:

  1. Nanda, nem me fala! Parece que nós humanos nada aprendemos com as lições do COVID! Seriamos pessoas bem melhores, bla,bla, blás...Mas, as fakes continuam, os alarmistas prontos pra assustar e por aí vamos! Que o Nipah fique bem longe, bem como os que querem dele se aproveitar para assuntar! rs
    beijos,chica

    ResponderExcluir
  2. Amiga Fernanda, boa tardinha de domingo!
    Notícia ótima!
    Cega de fakes e alarmes falsos!
    Muito boa explicação, gostei de ler aqui.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos fraternos

    ResponderExcluir

depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

Seguidores