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22 março, 2026
Reflexiva
6 comentários:
depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)
Oi, Fernanda! Apressar-se, dizem os mais experientes através dos tempos, é um inimigo da perfeição, um ensinamento que se revela apenas com a passagem dos anos e as experiências vividas. Nas grandes metrópoles brasileiras, a realidade do trânsito se transforma em um lamento diário, onde acidentes se sucedem, frutos da incessante pressa que permeia os dias atuais, colocando em risco não apenas a própria vida, mas a de outros. Durante festividades, como o Carnaval, essa desordem já caótica se agrava, pois a embriaguez leva indivíduos a cometerem atos impensáveis, ceifando vidas inocentes em um instante de imprudência. É uma tragédia, pois, quando a morte não se faz presente, as consequências permanecem, deixando marcas indeléveis tanto no corpo quanto na alma dos que vivenciam tais calamidades. Falo por experiência própria, pois um acidente automobilístico em minha juventude me deixou cicatrizes que perduram, tanto na minha mente quanto em minha perna esquerda, que nunca mais foi a mesma, embora eu caminhe normalmente, mas não posso forçar no exercício que minha perna dá sinais. Que Deus lhe conceda muita força para enfrentar essa adaptação forçada que a vida lhe impôs. Um fraterno abraço Fernanda.
ResponderExcluirÉ fogo quando vemos as barbeiragens que vemos ao volante.
ResponderExcluirE imagino muito bem como te sentes ,para tudo depender de outros, até para te cuidar dos cabelos...
Mas logo será passado e retomarás as rédeas da tua vida! Te cuida! beijos, chica
Olá Fernandinha, posso entender o que se passa neste período de um gesso, pois vivi por duas vezes estas limitações, quando jovem ainda jogador de bola do time de minha cidade. Mas nunca vou entender a pressa para o nada, que a gente vê e se assusta no transito, principalmente numa cidade como Salvador, mesmo com tantos meios de supervisão do transito, os loucos estão soltos. A gente precisa desacelerar, acalmar as reações, para chegar vivo ao destino, pois o mundo ficou mau. Mas você vai superando cada momento Fernandinha e logo vai estar com seus movimentos liberados numa certa independencia.
ResponderExcluirPaciencia amiga.
Abraços e feliz semana iluminada.
Faz tempo que não ouço a sua voz, Nanda. Passei hoje por aqui, pela blogosfera, para recarregar minha bateria. Ando muito atribulado. Na blogosfera, recarregamos a bateria em silêncio e, muitas vezes, fazemo-lo sem que o percebamos, sobretudo quando a sacola esta cheia de beterrabas ou pepinos, e a paciência está por fio. Já dizia Chico, “vai passar”.
ResponderExcluirÉ sempre bom dizer ou repetir que seus textos trazem sempre uma conversa amena com seus amigos, seus leitores, companheiros de jornada na blogosfera e trazem sempre uma reflexão.
Este aqui não diferente. Se pudéssemos reciclar a todos os que põem as mãos no volante e se as recomendações funcionassem seria uma grande conquista. Mas seguiremos tentando e apostando que "amanhã há de ser outro dia".
A minha admiração por você continua intocada e intocável.
Fique com o meu carinho,
Abraços
Oi, Rapunzel, tudo bem?
ResponderExcluirTem gente (principalmente homens, admito) que fazem de seus carros seus pequenos reinos onde ele manda e os outros têm que obedecer.
Eu gosto muito de dirigir, mas desistir de ter carro aos 20 anos. Nunca comprei e não me arrependo. Além dos gastos excessivos com um carro, tem todo esse problema do nosso trânsito muito louco.
Olá Fernanda, querida amiga!
ResponderExcluirHá circinstâncias para as quais ainda não se encontrou uma explicação convincente.
Uma delas é porque se altera completamente o comportamento quase generalizado de quem conduz um automóvel?
Eu próprio, que conduzo há muitos anos, reconheço que por vezes tenho comportamentos inadequados. E quando me apercebo disso, tento recompor-me, e quase sempre consigo. Mas com o passar dos dias... tudo volta!...
Eu diria que talvez seja a sensação ilusória de uma falsa superioridade sobre os outros, ou talvez, sentir que somos o dominador absoluto do carro que estamos dirigindo, o que nos dá também uma falsa sensação se poder...
Seguramente que um psicólogo escontraria melhores razões para este facto. Mas que é algo intrigante... isso é verdade!...
O único conselho que posso dar é que dirigir um automóvel exige do condutor muita sensatez e responsabilidade e, sobretudo, muita atenção e prudência!...
Querida amiga, espero que a tua recuperação continue a correr bem...
Um carinhoso abraço... e saudades!