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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

06 agosto, 2026

Quando as férias me abraçam

Aleatoriamente um toque de poesia





As férias me abraçam com poesia. Chegam devagar, como quem conhece o cansaço que ficou para trás e sabe que, depois de tantos dias corridos, a alma também precisa de descanso.

E então vem o mar.
Ele o mar… não pergunta nada. Apenas se aproxima e me beija com suas gotas, como se cada onda trouxesse uma pequena mensagem de liberdade.

Caminho perto da água e sinto que alguma coisa em mim também se desfaz. As preocupações vão ficando para trás, misturadas à areia, enquanto o vento penteia meus pensamentos e o horizonte me ensina que há coisas que não precisam de explicação precisam apenas ser contempladas.

Nas férias, descubro que descansar também é uma forma de poesia.
É acordar sem pressa.
É ouvir o barulho das ondas.
É deixar o olhar perdido no azul. É sentir o sol tocar a pele. É respirar profundamente e perceber que, por alguns instantes, nada me falta.

O mar me beija novamente.
E eu sorrio.
Talvez porque algumas felicidades sejam assim: simples, líquidas, passageiras e eternas ao mesmo tempo.

E enquanto as ondas vêm e vão, penso que a vida também é feita disso chegadas e partidas, encontros e despedidas, marés que sobem e descem.

Mas hoje não quero entender a vida.

Quero apenas vivê-la.
Quero que estas férias me abracem.

Quero que o mar me beije.
E que cada gota que tocar meu rosto leve consigo um pouco do peso dos dias, deixando em mim somente aquilo que merece permanecer:

a leveza, a gratidão e a poesia de estar viva. Amém! 🙏🏻 



Fernanda


6 comentários:

  1. Oi, Fernanda! Bom dia! Que suas férias sejam maravilhosas pra ti e sua família. Aproveite e descanse bastante também. Um fraterno abraço!

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  2. Férias são tuuuuuuuuudo de bom e que elas te abracem e tragam dias de descanso, amor e muita leveza

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  3. Que texto bonito e sereno. 🌊💛 Há qualquer coisa de profundamente reconfortante nesta forma de falar das férias, não apenas como descanso do corpo, mas como descanso da alma. O mar, o vento, a areia e esse desejo de simplesmente viver o momento tornam a reflexão muito especial. Às vezes, não precisamos mesmo de compreender tudo… precisamos apenas de parar, respirar e deixar a vida acontecer. 🙏🏻✨ Um beijinho e umas férias cheias dessa leveza tão bonita! 🌸

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  4. Gostei muito do seu texto!
    Escreve muito bem
    Parabéns!

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  5. Para qué más... La paz, el silencio en algunos casos y disfrutar de las vacaciones es una bendición, bonita forma de expresarlo. Vivir el presente sin más... Un abrazo

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  6. Minhas férias no trabalho sempre foram em janeiro.
    Por que janeiro? Não sei, porque janeiro.
    Beijo,

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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