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09 fevereiro, 2018
Época
8 comentários:
depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

Muito bonito. E triste.
ResponderExcluirSim Marta, mas um dia serão solucionados.Serão só alegrias tenho fé.
ExcluirPois...
ResponderExcluirAs preciosidades da alma!
Preciosidades...
Precioso o teu espaço!
abraço
Elas são um afago de Deus creio.
ResponderExcluirObrigada Louraini.
Beijinho
Maria Fernanda, as tuas palavras tocaram o meu coração. Lindas!
ResponderExcluirBeijo.
Teresa,
ExcluirO meu coração e o teu se entendem. Quero dizer que: Jesus, foi e será sempre o intercambio do AMOR Universal. Se o meu coração dita palavras que tocam o seu coração, é porque há sintonia Divina.
Obrigada amiga.
Beijinho
Menina temos feridas que sangram e esta esperança da sutura é o que ainda me faz crer na humanidade tão desgastada e desacreditada.
ResponderExcluirPerfeito e tocante texto/imagem.
Bjs.
Oi Toninho!
ResponderExcluirÉ sim amigo...
Não podemos perder essa esperança, precisamos absolver
o que o Mestre nos ensinou... O amor. Só o amor une, e enche de esperanças... Cura nossa alma e transforma as feridas em cicatrizes valiosas.
Muitas vezes,
com tudo que acontece
precisamos ter a paciência
de saber esperar.
Obrigada amigo.
Bjs