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14 novembro, 2025
A Casa Que Me Chama Pelo Nome
8 comentários:
depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

Nanda, adorei teus coment´parios lá,obrigadão! E aqui vejo umaa conveersa ontigo mesma. Precisamos delas ! E por vezes nos surpreendem!
ResponderExcluirE, nada meljhor quando somos encontradas por n´pos mesmas!ADOREI! Motivo grande pra gratidão ter! beijos, chica
Chica querida,
Excluirobrigada pelo carinho de sempre! É verdade: essas conversas com a gente mesma são um alívio e, muitas vezes, um reencontro. A gente se acha no meio da correria, ajeita as emoções, dá colo para o próprio coração… e isso já é motivo enorme para agradecer.
Beijos com afeto!
Oi, Fernanda! Nada se compara à sublime experiência de descobrir a essência de si mesmo, não é verdade? É como vivenciar o extraordinário milagre da existência quando tal revelação se dá. Que maravilha saber que você se encontrou de maneira tão profunda e significativa. Que você continue a descobrir mais de si mesma todos os dias. Abraço!
ResponderExcluirLuciano,
Excluirque palavras bonitas!
De fato, há algo de milagroso nesse instante em que a gente se reconhece sem máscaras, sem pressa, só verdade. É como acender uma luz interna que mostra caminhos que sempre estiveram ali, esperando por coragem.
Obrigada pelo carinho
Abraço com gratidão
Boa tarde de Paz, querida amiga Fernanda!
ResponderExcluirQue belo!
Estou descansando do almoço...
Mais tarde, teremos um café entre quatro amigos...
Tão bom ser chamada...
Se o chamado vem de quem nos ama, muito melhor, não precisamos negar.
Imagine se o convite vem da nossa voz interior...
Mais louvável ainda, SE nos amamos.
Que coisa boa termos vontade de existir!
Dar valor à vida é primordial.
"Deus, que faz poesia com o ordinário".
Perfeito!
Ainda há quem pense que poeta é 'elite'... quase um ser extraterrestre.
Ser abrigo para nosso próprio coração é saber valorar o dom que Deus nos deu: a Vida.
Amei vir aqui.
Agora, vou me acolher...
Eu Mereço.
Tenha um entardecer abençoado!
Beijinhos fraternos
Roselia,
ExcluirVocê sempre tão acolhedora!
É tão bonito ver esse carinho consigo mesma o café com amigos, o descanso, a escuta da própria voz interior. Deus realmente faz poesia no simples, e você sempre a reconhece com tanta delicadeza. Obrigada por estar aqui com tanta luz.
Beijinhos fraternos.😘🙏🏻
Aproveitei o ensejo, Nanda, e me procurei ao sentir o cheirinho de café e do bolo de arroz que D. Maria faz tão bem. Queria tanto dizer coisas bonitas como você o faz nesses encontros. Mas procurar-me e achar-me já é uma dádiva, pois é sempre uma possibilidade de estar comigo uma dama que admiro muito: Dona coerência a ensinar-me os caminhos que devo trilhar.
ResponderExcluirAbraços afetuosos e domingo de muita luz, amiga!
José Carlos
Querido Eros,
ExcluirAh, que imagem bonita essa: você se procurando entre o cheiro de café e o bolo de arroz da D. Maria. Há momentos assim em que a gente se reencontra sem fazer esforço 😊quase como se a vida chamasse nosso nome baixinho.
E que sorte a sua caminhar ao lado da dona Coerência… ela é uma mestra silenciosa, dessas que apontam o rumo sem levantar a voz. Você diz, sim, coisas muito bonitas talvez sem perceber. Obrigada pelo carinho de sempre.
Um domingo e uma semana cheia de luz para você também.
Com afeto,