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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

21 janeiro, 2026

Fale palavras de vida

Aleatoriamente um toque de poesia



É curioso observar como, no teatro doméstico, as palavras assumem papel tão decisivo quanto os próprios atos. Uma frase dita com gentileza pode reorganizar todo um dia; outra, lançada sem cuidado, é capaz de instaurar um desconforto que perdura por semanas, se não mais.

Dentro de casa esse pequeno mundo onde os temperamentos se revelam sem cerimônia falar com amor não é mera delicadeza, mas dever de caráter. Não se trata de discursos eloquentes, e sim de constância: a palavra atenciosa, o comentário justo, o silêncio oportuno. Afinal, aqueles que nos são mais próximos são também os mais suscetíveis ao efeito de nossas falas.

Fora do lar, a palavra adquire contornos sociais mais amplos. Um elogio discreto, uma observação respeitosa ou mesmo uma crítica dita com compostura podem elevar ou diminuir um espírito de maneira irreversível. Convém, portanto, lembrar que a verdadeira elegância moral reside em fazer do diálogo um instrumento de harmonia, não de vaidade.

Palavras de vida não exigem grandiloquência; exigem intenção reta. São proferidas por quem compreende que o amor se manifesta mais no tom do que no conteúdo, mais na escuta do que na resposta pronta.

Assim, falar com amor dentro e fora de casa é sinal de maturidade do coração e refinamento do espírito. E se todos nos empenhássemos nesse exercício, talvez o mundo, tal qual uma boa sala de visitas, se tornasse um lugar mais digno de convivência.

Fernanda


5 comentários:

  1. Una preciosa imagen. Así debería ser Fernanda que hablemos con amor, es una forma de crear un mundo mejor y dar esperanza. Un abrazo

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  2. Muito bem peensado e escrito teu texto,Nanda! O cuidado com as palavras é fundamental para uma boa comunicação. Por vezes palavras ditas destrambelhadamente, causam grandes estragos dentro ou foraa de casa. Portanto, melhor cuidar! beijos, tudo de bom,chica

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  3. Amiga Fernanda, boa noite de paz!
    "Uma frase dita com gentileza pode reorganizar todo um dia".
    E como...
    Tem toda razão, os mais próximos são os mais suscetíveis de reagirem às nossas falas cotidianas...
    Temos que ter todo cuidado no trato com eles para nos melindrar os ânimos de todos os que nos cercam.
    "Palavras de vida não exigem grandiloquência".
    Exato!
    O carinho no trato fino é primordial.
    Respostas prontas ou efêmeras são um tapa no coração.
    "Falar com amor dentro e fora de casa é sinal de maturidade do coração e refinamento do espírito."
    Palavra mágica, amiga: refinamento...
    Como faz falta.
    Aliás, tanto no trato como em tudo na vida.
    Lugares dignos de convivência são os melhores de estarmos unidas nos laços do amor.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos fraternos

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  4. Sim, Fernanda, falar com gentileza é importante e indispensável.
    Tenho hábito de dizer "obrigada" para tudo e para todos.
    Nem sei se percebem, mas agradeço.
    Beijo,

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  5. Fernanda, amiga querida,
    Abordas um tema crucial na convivência familiar, em particular na vida conjugal, que é de fundamental importância para uma vida tranquila, onde os afetos são aquilo que devemos defender a todo o custo para preservar um bom ambiente familiar. E, as palavras que trocamos são fundamentais para essa tranquilidade que dá estabilidade e alegria.
    Vou citar uma frase de Vincent van Gogh, que traduz muito bem tudo quanto descreves com a clarividência de sempre:

    "Que a cada dia você tenha paciência para as dificuldades, sensatez para as escolhas, delicadezas para as palavras, coragem para as provas... Ame muitas coisas, porque em amar está a verdadeira força! Quem ama muito conquistará muito! E o que for feito com amor estará bem feito..."

    Muito bela esta epígrafe!

    Um beijo com carinho, Fernanda!

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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