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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

22 fevereiro, 2026

Entardecer

Aleatoriamente um toque de poesia


O entardecer é a pausa que o céu faz antes de fechar os olhos. A luz se despede devagar, como quem não quer ir embora, tingindo o horizonte de saudade dourada. Há um silêncio diferente nessa hora não é vazio, é transição. O dia entrega suas dores e suas alegrias ao colo da noite. E tudo fica mais manso. No entardecer, até a pressa aprende a respirar. 


Fernanda

8 comentários:

  1. Amiga Fernanda, boa noite de domingo!
    Gosto da ideia de repassar à noite os percalços e as alegrias do dia...
    Estou aqui, na calada do anoitecer sereno do dever cumprido com amor.
    Tenha uma nova semana abençoada!
    Beijinhos fraternos

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  2. Bom fim de noite depois de me encontrar com tamanha beleza poetica deste instante de magia do dia. No slêncio deste instante ressoa em mim a Ave Maria. O entardecer é momento de reflexão, de entrega do corpo cansado ao merecido descanso no lar. Lindo demais este momento poesia Fernandinha.
    Uma linda semana para vocês para receber um novo mês.
    Carinhoso abraço de paz e luz.

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  3. "O entardecer é a pausa que o céu faz antes de fechar os olhos." Que maravilha, minha Amiga Fernanda. Ao lê-la lembrei-me da nossa Florbela Espanca. Ela diz que o entardecer é a hora dos mágicos cansaços. Eu gosto do entardecer. Quando o céu fica cor do fogo e na terra parece que tudo fica mais aquietado. Na terra e dentro de nós.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  4. Olá Fernan da, tudo bem, minha amiga?
    E o braço?
    Vai ficar quanto tempo com gesso?
    Meu Deus, nunca quebrei nada e dou graças por isso.
    Deve ser terrível.
    Ter um tempo para desfrutar do entardecer preguiçosamente é sempre muito bom.
    Mas a gente corre, corre, corre...
    Somos tontos.

    Um abração!

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  5. Oi, Fernanda! Boa tarde! Como tem passado? Como de costume o seu poema toca a gente profundamente. O entardecer é das transições mais bonitas que podemos ver no céu, não é mesmo? Um fraterno abraço Fernanda..

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  6. Oi querida Fernanda, como vai, espero que bem!!!
    A sua imagem do entardecer é tão poética como as letras que elaborou, tudo de uma delicadeza incomparável!!!
    Vi no comentário acima do André que se acidentou..Tomara que esteja tudo bem querida, a dor é lancinante. Quando caí de bike e fiquei com o meu pé engessado por muito tempo não foi nada fácil... Afinal não somos mais crianças e a cicatrização é mais lenta... Beijos e se cuida !!!

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  7. Olá Fernanda, querida amiga.
    Espero que estejas a recuperar bem.
    Que seu coração encontre descanso na serenidade da noite. Durma em paz e deixe que os sonhos tragam esperança, saúde, amor e inspiração!

    Um abraço com carinho.

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  8. Olá Fernanda,
    John Steinbeck escreveu que a mudança chega como a brisa que franze as cortinas ao entardecer. Ela vem como o perfume furtivo das flores silvestres escondidas na relva. mas o seu aroma perdura toda a noite.

    Espero que a tua recuperação estaja a correr bem querida amiga.
    albino.

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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