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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

19 fevereiro, 2026

Gratidão

Aleatoriamente um toque de poesia




Tenho apreciado o canto dos pássaros que continuam cantando, mesmo quando eu estou distraída demais para escutar. A brisa que toca o rosto como quem diz: “fica, só mais um pouco”. E minhas conversas… essas que às vezes começam com palavras simples e terminam revelando pedaços de mim que eu ainda não conhecia. Autoconhecimento não é um mergulho barulhento. É um silêncio atento. É perceber o que me dói, o que me alegra, o que me move e acolher tudo com menos julgamento e mais ternura. E a gratidão nasce aí. Não como obrigação, mas como consequência. Quando eu me escuto, eu me reconheço. Quando me reconheço, agradeço. Pela pausa. Pelo aprendizado. Pelo carinho escondido nos detalhes. Talvez crescer seja isso: aprender a parar sem culpa e agradecer sem medida.

Obrigada papai do alto
Fernanda





8 comentários:

  1. Nanda, as coisas nunca acontecem sem um motivo. De repente essa pausa era necess´ária e tu não te davas conta. Fica bem! Estás bem rodeada, acarinhada, isso sabemos! TE CUIDA! beijos, chica

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  2. Poema deslumbrante que muito gostei de ler
    Saudações cordiais e poéticas

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  3. E daí, amiga querida, como estás? Melhoraram as dores?
    Maravilhoso poema, amiga, olha a maravilha que acabo de ler:

    "Quando eu me escuto, eu me reconheço. Quando me reconheço, agradeço."

    Votos de uma rápida recuperação, querida, vai passar, um pouquinho mais...
    Beijinho, Nandinha, votos de um fim de semana com muito amor, ajuda a melhorar...
    Até breve. 🌺🩵🙋‍♀️

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  4. Oi, Fernanda! Como vai? Espero que sua recuperação esteja indo muito bem! Ter o apoio e o carinho da família faz toda a diferença e ajuda bastante na recuperação de momentos como esse que você passou. Desejo um ótimo fim de semana, para que você possa se fortalecer fisicamente e emocionalmente, voltando aos poucos à sua rotina. Um fraterno abraço!

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  5. Que bonito o poema. Oq aconteceu com seu braço? Melhoras pra vc 😘
    Abraços
    https://bloguinhodateka2022.blogspot.com/

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  6. Oi, Nanda, gosto de vê-la por aqui (quase fagueira, risos), desfraldando esta prosa poética para si e para os seus amigos. É o seu jeito de dizer que as coisas estão se ajeitando. Que a pausa ainda não acabou, mas produz seus resultados. Gosto de ver as mãos fraternas que se estendem para você porque neste canto o que mais você tem semeado é carinho, respeito, amizade; é o canto de amor ao próximo. E acompanhando seus passos, percebemos o quanto você se reinventa em palavras.
    Um afetuoso abraço, querida amiga!

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  7. Ola Fernanda! Que bom voltar a "ver-te" querida amiga! É sinal que a fratura do teu braço está a consolidar sem problemas. Ainda bem.
    Ler os teus textos é sempre um doce fascínio. As palavras que nos deixas trazem, não apenas um aceno amigo e afetuoso, mas sobretudo um estímulo para todos sejamos melhores pessoas, neste mundo e convulsão, sem rumo e cada vez mais, sem liberdade.
    Estas tuas palavras me fizeram lembrar algo que eu nem tinha ainda reparado....
    - há tanto tempo que eu não escuto o canto de um pássaro!...
    Tudo corre tão depressa que a ampulheta do tempo rapidamente se esgota...
    Aqui, já passaram os temporais, deixando atrás de si muitas cidades destroçadas. Hoje o sol voltou. Ainda hoje vou ouvir cantar um pássaro, essa melodia maravilhosa que mais ninguém consegur reproduzir!

    Que a recuperação do teu braço continue a consolidar-se sem problemas.
    Um abraço e o meu carinho.
    albino

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  8. E a tradição milenar de assinar o gesso da asa quebrada persiste...rs

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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