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04 fevereiro, 2026
Nomear o Céu
4 comentários:
depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)
Belos teus versos, Nanda e os corações ficarão juntos mostrando ao mundo o quantov é bom amar! Vale a pena! Lindo,Nanda! beijos, chica
ResponderExcluirOi, Fernanda! Bom dia! E a poeta, com suas palavras delicadas, busca suavizar as agruras deste mundo. É verdadeiramente encantador! O que mais me cativa em sua poesia é a graça etérea que permeia seus versos, como um sussurro de esperança que flutua sobre as tempestades da existência. Isso é dom nato amiga. Um fraterno abraço Fernanda.
ResponderExcluirAmiga Fernanda, boa noite de paz!
ResponderExcluirAh! Inspirado post e acabei de fazer um poema cujo título é amor flamejante.
Gostei de tudo que escreveu aqui.
O amor nos deixa em estado de êxtase.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Hola, me encanta lo que escribes. Acabo de encontrar tu blog en otro blog que comentaba y me he venido de visita. ¡Y me encuentro con alguien que cree en mi mismo Dios! Es una maravilla ese poema hablando del Dios en el que crees. Es intenso y real.
ResponderExcluirUn saludo, Fernanda.