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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

07 março, 2026

Nós Dois

Aleatoriamente um toque de poesia




Era só mais um fim de tarde comum, desses que passam devagar, como se o tempo também quisesse descansar. Mas havia algo diferente no ar  um silêncio bonito, uma presença discreta, um “nós dois” que não precisava ser explicado.

Não era um encontro marcado, tampouco uma conversa planejada. Apenas aconteceu: eu e Deus, lado a lado, dentro de mim. Ele não chegou com trovões nem promessas, apenas com aquele jeito manso de quem sempre esteve. E eu, cansada das perguntas, sentei-me para ouvir.

Falamos de tudo sem dizer nada. Eu contei sobre as saudades, os medos, as tentativas. Ele respondeu com calma, transformando cada dor em um sopro leve de entendimento. E quando o coração quis se justificar, Ele sorriu, aquele sorriso que não se vê, mas se sente e disse baixinho: “Eu sei.”

Ficamos assim: eu, pequena; Ele, imenso mas tão perto que parecia caber no meu peito. Foi ali que percebi que amor nenhum é maior do que esse, o que nos envolve sem precisar de prova.

Quando me levantei, o mundo era o mesmo, mas eu não era mais. Porque, depois de conversar com Deus, tudo o que é peso vira asas.



Fernanda 


6 comentários:

  1. Momentos de introspecção em conversa com Deus! Lindo,Nanda! beijos, ótimo fim de semana, chica

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  2. Oi, Fernanda! Que lindo, viu! Conversar com Deus é o que realmente importa, não é mesmo? Você o faz com poesia, sendo assim é ainda mais bonito. Um fraterno abraço!

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  3. FERNANDA, BELISSIMO!!!
    ACABAR COM AS GUERRAS? MUITO SIMPLES.
    SAIBA COMO ,NO NOSSO BLOG "HUMOR EM TEXTOS".
    UM ABRAÇÃO CARIOCA.

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  4. A vida a dois envolve cumplicidade, partilha e compreensão mútua. Construir uma relação baseada no respeito, apoio e momentos partilhados fortalece os laços e torna o dia a dia mais significativo e harmonioso.

    Beijinhos,
    Daniela Silva 🩷
    Alma Leve

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  5. Um texto meditativo e tão belo que apetece ler e reler. Escreve sempre aquilo que gostamos de ler porque nos entra no coração e nos lembra que as palavras certas são um motivo de reflexão que nos enchem a alma. Obrigada minha Amiga Fernanda.
    Um dia da Mulher muito feliz.
    Um beijo.

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  6. Belíssimo texto, Nandinha, essas são as conversas que valem a pena, que nos deixam um "quê" de ternura, de proteção, de amor infinito e nos dá a paz desejada.
    Aplauso de pé daqui!
    Beijinho, querida.

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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