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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

09 maio, 2026

Templo

Aleatoriamente um toque de poesia


Há lugares da casa que recebem visitas.
A sala. A cozinha. A varanda.

Mas o quarto…
o quarto é diferente.
O quarto é onde o interior senta no chão depois de um dia difícil.
É onde o corpo desaba quando o cansaço pesa demais.
É onde ninguém vê a coragem tirando a maquiagem do rosto.
A neurociência explica que o cérebro cria associações emocionais com os ambientes.
Quando um espaço está carregado de excesso, desorganização, barulho ou tensão, o sistema nervoso permanece em alerta. O cérebro entende que ainda não pode descansar.  

Por isso algumas pessoas entram no próprio quarto e continuam cansadas.
Não porque não dormiu. Mas porque a mente nunca se sentiu segura.
O quarto deveria ser um abrigo psicológico.
Um lugar onde o cérebro reduz a vigilância.
Onde o coração desaperta lentamente.
Onde a respiração volta ao ritmo da paz.

A ciência já percebeu que ambientes visualmente caóticos aumentam o estresse e mantêm o cérebro processando estímulos mesmo durante o descanso. O excesso visual pode elevar o cortisol o hormônio do estresse dificultando relaxamento e sono profundo.  
Talvez seja por isso que certas presenças bagunçam um quarto inteiro sem mover um objeto.

Tem gente que entra trazendo peso.
Conflito.
Agitação.
Invasão.
E o corpo sente.

Porque energia também é percepção emocional.
O cérebro capta tons de voz, tensão, olhares, movimentos, memórias associadas.
Tudo isso deixa marcas no ambiente afetivo.
O quarto deve  ser visitado só pelo casal
ele é seu templo.Não é  lugar de transitar energia de fora.

Seu quarto é quase um templo da sua mente.
É ali que você se recolhe, ama, reflete, relaxa, faz suas preces sem testemunhas.
Sonha sem precisar explicar.
Ninguém precisa entrar no lugar onde sua alma repousa.
Pense nisso😉

Fernanda

PS: Estou fazendo especialização em São Paulo. Atendendo quatro dias aqui, uma vez por mês.
 Numa correria  boa. dÉ gente linda, depois do gesso muito trabalho acumulado. 
Por isso, não estou visitando por enquanto.
Quando cessar mais essa correria, vou no meu tempo.
Obrigada pelo carinho de sempre!

5 comentários:

  1. Gostei muito, não só pela forma como abordas a questão mas pela informação que transmites.
    Bom FDS!

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  2. Nanda, que lindo como escreves!
    O quarto do casal não deve ser sala de visitas para estranhos e nem para amigos apenas. Deve ter muita cumplicidade conosco para no nosso qurto entrar. Agora, não pude deixar de lembrar aqueles lindos momentos lá atrás, do nosso quarto, invadiso pelos filhos, subindo na nossa cama pra nos beijar e abraçar e fazendo bagunças ao nosso lado. Lindo lembrar! beijos,tudo de bom,chica e feliz dia das mães!

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    1. Chica,

      tua lembrança aqueceu meu coração. E tens toda razão: crianças são exceções sagradas dentro de qualquer lar. Elas não invadem… elas iluminam. Entram carregando aquela energia pura que espalha amor até pelos cantos mais cansados da casa.E no quarto são essências Esses momentos dos filhos pulando na cama, roubando espaço entre o casal, trazendo risos, abraços apertados e bagunça boa… são memórias que o tempo nunca consegue apagar. Acho até que o quarto deixa de ser apenas um lugar de descanso e vira cenário de afeto, refúgio de infância e sintonia de amor em família.🥰 aqui eles invadem sempre
      Enquanto os adultos precisam aprender limites e delicadezas, as crianças chegam apenas sendo verdade. E talvez por isso deixem marcas tão bonitas na memória da gente.
      Teu comentário ficou tão cheio de ternura que quase consegui enxergar essa cena acontecendo. Um beijo grande em teu coração e um feliz dia das mães cheio de amor e lembranças doces.

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  3. Amiga Fernanda, boa tarde de sábado!
    Tenha um abençoado Dia das Mães!
    Que em seu lar e no seu coração, só entrem energias boas!
    Beijinhos fraternos

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  4. Antigamente, tios, primos, vinham sempre e ficavam pela casa inteira, comiam, bebiam, faziam fofoca, ocorria de tudo. Hoje em dia, a gente fica cada vez mais distante. Visitar, só combinando antes. Chegar de surpresa, nunca! Finjo que nem tô em casa.
    As coisas mudaram muito desdev os anos 80. E eu só percebi quando era tarde demais.
    Reclamando? Não. Eu apenas não me vejo mais nas situações de antigamente. Como a gnete teve tanta paciência de conviver tão perto com um bando de gente que ficava na nossa casa e ainda saía falando mal. Ah, Ah!
    Acho que antigamente se praticava mais o tal do deixa disso, mesmo que falássemos demais uns aos outros e causássemos conflitos. Hoje me dia, há um policiamento do que falar, mas o interior não deixa nada passar.
    É tudo muito diferente. Melhor? PIor? Não sei.
    É diferente.

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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