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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

06 agosto, 2026

A poesia mora aqui

Aleatoriamente um toque de poesia


Hoje eu não sou médica,
não sou a mulher das horas corridas, dos compromissos, dos cuidados.

Hoje sou apenas mãe.
Mãe de férias,
com os pés na areia
e o coração espalhado pela praia.

Oito dias de sol,
mar, risadas e família inteira
fazendo morada no meu olhar.

Pedro e José,
grudados como duas páginas
da mesma história,
correm, brincam, inventam o mundo e nem percebem que, de longe, eu os guardo em mim.

Meus filhos…
meus filhos, meus filhos, meus filhos.
Digo baixinho,
como quem reza.
E Deus escuta.

Porque talvez Ele tenha feito o céu para eu aprender a olhar para cima e o mar para eu compreender que amor de mãe também não tem margem.

Enquanto o sol derrama ouro sobre as águas, Deus pinta diante de mim a tela mais bonita: minha família.

Não há quadro mais perfeito.
Não há fotografia mais bonita.
Não há riqueza que se compare.

Há risos.
Há abraços.
Há crianças.
Há filhos.
Há amor.

E eu estou aqui,
no meio de tudo isso,
com a alma descalça
e o coração cheio.

Obrigada, Senhor,
pela minha família numerosa e carinhosa. Obrigada por cada nome que mora dentro do meu coração.

Hoje eu não quero guardar lembranças.
Quero viver a lembrança enquanto ela acontece.

Porque um dia, quando o tempo passar,
talvez eu feche os olhos
e ainda consiga ouvir o mar…
e, no meio dele,
a voz dos meus filhos.

E então vou saber:
Deus já tinha me dado o paraíso. Ele apenas colocou uma praia para eu perceber  com emoção lágrima, alegria, poesia e gratidão 🙏🏻 



Fernanda


4 comentários:

  1. Fernanda tú texto es una preciosa declaración de amor a la familia y a esos pequeños instantes que, sin darnos cuenta, terminan convirtiéndose en los recuerdos más importantes de nuestra vida. Emociona esa mirada de una madre que no necesita grandes riquezas para sentirse afortunada: basta el sonido del mar, las risas de sus hijos, un abrazo y la certeza de tenerlos cerca.
    A veces el verdadero paraíso no es un lugar, sino un instante, que nos recuerda que debemos detenernos, mirar y agradecer, porque el tiempo pasa, los niños crecen y aquellos días que parecen sencillos pueden convertirse mañana en nuestros tesoros más queridos.
    Me hiciste recordar momentos parecidos que me ponen melancólica simplemente porque te das cuenta de lo rápido que pasa la vida.
    Un abrazo grande y feliz fin de semana

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  2. Lindo és mãe em férias podendo curtir cada momento, cada risada e criando memórias! Coisa boa! Curtam bem! beijos, chica

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  3. Amiga Fernanda, bom.dia!
    Nossos filhos são nosso paraíso secreto.
    Ninguém ocupa o lugar deles.
    Sem eles, nada somos, por mais que tenhamos outras atividades..
    Donos do nosso coração, nunca deixamos de amá-los, seja nas férias em pequeninos, quando tínhamos todo tempo do mundo para eles, como também quando estão prateando os cabelos, já dizendo ao longe:
    Minha mãe,
    Minha mãe,
    Minha mãe..
    Seu afeto materno se faz sentir nas suas palavras.
    Tenha dias de férias abençoados!
    Beijinhos fraternos

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  4. Pois é...
    É isso memso!
    Por vezes, não damos percebemos com Ele é nosso amigo, como e nos dá o que verdadeiramente e importante.

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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