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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

07 dezembro, 2016

Há corações


 
 


Há corações em esferas que volitam sobre nós
Há olhos apaixonados no meio disso tudo
  nostalgia gritando em meu peito
Há uma cicatriz querendo sarar
Então,
o brilho do dia me diz qualquer coisa
como um enigma que não decifrei
Perceba o cristal. Aqui dentro ainda está incólume
Estou por um fio,
mas ainda posso lutar.
Toque minhas mãos,
ou faça com que eu a sinta em meus cabelos
Com o leve sussurrar da brisa
Éramos...
O brilho que acena para tarde é de um sol quimérico
O mais perfeito tem nome de céu e se chama amor.
Bem-me-quer?
Bastava somente do que o coração sente falta.
Há corações ansiosos em toda parte
Há um que golpeia meu peito
Ele diz da lassidão que o espia
Ele fala de amor
(Autoria: Maria Fernanda)
Imagem: net



Um comentário:

  1. Muito lindo, intenso como tu! Nanda, vim desejar um Natal maravilhoso com os teus e tuuuudo de bom no novo ano! bjs, chica

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)