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28 abril, 2026
Entre o martelo e o silêncio
7 comentários:
depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)
Sium, Nanda essa vitória ninguem quer nos tirar ,nem pode... E tens razão, seria bom se mais humildade houvesse, no lugar de tanta empáfia e altivez! beijos, chica
ResponderExcluirOi, Fernanda! Boa noite! Atualmente, parece que ter razão está acima de amar, perdoar e ajudar os outros. Agimos como juízes da vida das pessoas, como se fôssemos Deus vivendo neste corpo de carne perecível, não? Texto maravilhoso! Um fraterno abraço Fernanda.
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ResponderExcluirOlá, Nanda, cheguei amiga, e que bom que você já está bem, escrevendo lindamente como sempre.
As coisas passam e a gente leva um tempinho mas se recupera, sim.
Excelente esse seu texto, sim, geralmente sempre queremos a razão do nosso lado, é próprio do ser humano tomar conta do pedaço em que vive, ser reconhecido como o dono da verdade. Isso é mais comum do que se pensa. Mas é difícil.
O mundo requer atitudes diferentes, mas e se muitos pensam do mesmo modo? Nesses momentos de atritos é que penso na humildade de reconhecermos que nós fazemos parte de um todo, mas somos uma pequenina parte, mas se possível com alguma força para mudarmos certas situações. Sem isso, fica difícil.
Gostei de ler novamente aquela Nandinha, agora já recuperada.
Uma feliz semana, querida, saúde e paz sempre!
Um beijo, meu carinho.
Fernanda, amando a Deus e seguindo o que Jesus ensinou, no final a vitória é nossa.
ResponderExcluirMesmo que ninguém veja — você sabe!
Um abração!
As tuas palavras são perfeitas querida amiga Fermanda.
ResponderExcluirQuando alguém vence ocasionalmente uma discussão, e grita eufórico o seu feito, sorrindo largamente a prolongando esse falso estado de superioridade, não está apenas exibindo a sua arrogância, mas está também a humilhar o seu opositor.
E isto... é simplesmente deplorável!...
Porque as vitórias são efémeras.
Diferentemente, todo aquele que nas mesmas circunstâncias, manifesta a sua humildade e conforta o seu opositor, revela um elevado carácter, uma perfeita compreensão das coisas da vida, uma notável simplicidade e uma elevada consideração pelo outro.
Ningém tem o direito de humilhar alguém... porque vai chegar o dia em que ele próprio sentirá na pele como é penosa tal situação.
Como bem dizes... Juiz só há um, que está sempre atento a cada um dos nossos comportamentos!
Espero que tudo esteja bem contigo.
Te deixo um grande a carinhoso abraço!
Amiga Fernanda, boa noite de Paz!
ResponderExcluirTive uma conversa há pouco com meu padrinho onde lhe disse que Ultrapassei a fase de querer ter razão... só busco a felicidade minha e a dos que me cercam.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Eu compreendo perfeitamente sua tese. Aliás, achei sua frase "todos têm uma versão a seu respeito. Alguns te verão como herói, outros como vilão, outros nem te verão" - perfeita.
ResponderExcluirMas não há como fugir dos julgamentos. Todos nós estamos julgando alguma coisa ou alguém a todo momento. Nem sempre o julgamento é ruim mas é certo que ninguém gosta de ser julgado.