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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

11 maio, 2026

Vamos refletir juntos?

Aleatoriamente um toque de poesia


Há séculos o homem olha para o céu tentando entender as estrelas. Criou teorias, telescópios, satélites, máquinas capazes de ir o espaço. Descobriu curas, construiu cidades gigantescas, sistemas inteligentes, tecnologias impressionantes. A ciência avançou. O mundo ficou moderno. Tudo ficou rápido.

Mas, apesar de todo esse progresso, ainda caímos na mesma pedra.

A indiferença.
A pressa.
O orgulho.

A arrogância de achar que sabemos tudo, enquanto desaprendemos o essencial: olhar uns para os outros com humildade.

A minha curiosidade em refletir sobre esse tema é perceber que conseguimos conversar com pessoas do outro lado do planeta em segundos, mas temos dificuldade de ouvir quem está ao nosso lado. Criamos inteligência artificial, mas continuamos falhando no exercício da empatia natural. Nunca tivemos tanta informação, e ao mesmo tempo nunca estivemos tão cansados emocionalmente.
É o que venho percebendo ao meu redor. Penso que seja porque tenhamos aprendido a explorar o universo inteiro, menos o nosso próprio coração.

E essa talvez seja a maior contradição do nosso tempo.
E eu me questiono muito sobre tudo isso.
Construímos máquinas sofisticadas, mas ainda destruímos pessoas com palavras simples. Falamos sobre evolução enquanto cultivamos guerras emocionais dentro de casa, nas redes sociais, nas relações e até dentro de nós mesmos. Existe uma sede enorme por sucesso, aparência, produtividade e reconhecimento, mas uma dificuldade enorme de amar, compreender e desacelerar.

O mundo te ensina a competir o tempo inteiro.
Pouco te ensina sobre acolher. Pouco se fala sobre gentileza. Pouco se valoriza a delicadeza.

A sensação que tenho é de que estamos avançando por fora e nos perdendo por dentro. E talvez as pessoas não precisem apenas de mais tecnologia. Talvez precisem de mais consciência.
Mais escuta.
Mais humildade.
Mais presença.
Mais compaixão.
Mais coragem para sentir.

Porque não adianta conquistar outros planetas se ainda não conseguimos habitar uns aos outros com respeito.

Talvez o futuro não dependa apenas da inteligência que acumulamos, mas da sensibilidade que estamos deixando morrer.

E então fica a pergunta:
O que realmente falta ao ser humano hoje?

Mais amor?
Mais espiritualidade?
Mais empatia?
Mais solidariedade?
Mais verdade?

Ou será que desaprendemos algo essencial no caminho?
Quero muito saber a opinião de vocês, sabe? 
Na visão de vocês, qual é a maior carência da humanidade atualmente?


Fernanda




6 comentários:

  1. Oi, Fernanda! Boa tarde! Que texto maravilhoso. Em minha opinião qualquer uma das opções caberia a nós perfeitamente, mas se tiver de escolher uma apenas. Eu diria empatia. O planeta anda egoista ao extremo, não? Falta respeito também, ao que parece o respeito é cois rara entre a raça humana. Um fraterno abraço!

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  2. Amiga Fernanda, boa tarde de paz!
    Hoje conversei com uma pessoa sobre tudo isso que fala aqui...
    O mundo não valoriza mais as coisas mais necessárias que aqui você elencou... uma por uma com questionamentos muito pertinentes.
    Tenha uma nova semana abençoada!
    Beijinhos fraternos

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  3. Fernanda, eu não acredito que o ser humano consiga um dia se tornar tão elevado espiritual e moralmente que todos poderão viver felizes e plenos uns com os outros e todos consigo mesmo.
    Não acredito em intenções puras. Não acredito em amor incondicional. Mas acredito sim na capacidade humana de querer ser melhor e muitos de nós, estamos tentando. Mas só dá pra "ser melhor" e por mais melhores que sejamos, continuaremos a ser contraditórios.

    Ora, se até Jesus ironizou um jovem que lhe chamou de "bom mestre", dizendo que bom só havia um - Deus - imagina nós.

    abraços.

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    1. Eduardo,

      talvez a grande beleza da nossa caminhada humana, esteja justamente nisso que você disse: nós tentamos. Acho até perigoso quando alguém acredita que alcançou pureza absoluta, porque normalmente é aí que nasce a intolerância com as falhas do outro. Também não vejo o amor como um estado perfeito e permanente. Vejo mais como exercício diário.

      Há dias em que conseguimos oferecer o melhor de nós; em outros, mal conseguimos organizar os próprios conflitos internos. E ainda assim seguimos aprendendo.
      Talvez a evolução espiritual não seja virar anjo, mas diminuir aos poucos aquilo que em nós fere, endurece e separa.

      Quando Jesus responde ao jovem sobre ser “bom”, penso que havia ali uma lição de humildade grandiosa. Como: ninguém está pronto. Todos estamos caminhando no mesmo chão imperfeito. Uns mais conscientes, outros menos.

      E talvez seja a consciência das próprias contradições que nos torne mais compassivos. Porque quem reconhece a própria sombra costuma julgar menos a escuridão do outro.

      No fim, acredito menos em perfeição e mais em direção. Há pessoas que erram e se orgulham disso. E há pessoas que erram, refletem, pedem perdão, tentam novamente. Essas, para mim, já estão iluminando alguma coisa no mundo.

      Abraço carinhoso e obrigada 🙏🏻

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  4. Li o teu texto atentamente e concordo plenamente com o que dizes. Podia, se calhar, acrescentar algo mais, mas tocaste no essencial.
    Qual a maior carência?
    Olhando que fomos feito à imagem de Deus, é difícil acreditar, mas...acho que é mesmo, a faltar da noção do conceito de AMOR!

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  5. É que andamos sempre com pressa e sem tempo para o nosso tempo. Assim não podemos ter tempo para o outro. Tudo evoluiu, mas o ser humano se perdeu neste caminho, ofuscou-se o interior e restou este ser sem empatia, sem soidariedade, na realidade um ser triste no seu proprio mundo.
    Abraços querida amiga.

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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