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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

23 junho, 2026

Isso é tudo!

Aleatoriamente um toque de poesia


Por muito tempo acreditamos que os outros têm o poder de nos fazer sentir determinadas coisas. Dizemos: “Ele me irrita”, “Ela me magoa”, “Eles me deixam insegura”. E, sem perceber, entregamos ao mundo externo a chave da nossa paz.

Mas existe uma verdade que nem sempre estamos prontos para ouvir: o outro pode provocar, mas quem decide o que fazer com essa provocação é você.

A vida é um grande reflexo. Algumas pessoas despertam nossa alegria. Outras revelam nossas feridas. Algumas nos inspiram. Outras nos confrontam. E, embora seja tentador responsabilizar quem está diante de nós pelo desconforto que sentimos, o crescimento começa quando trocamos a pergunta.

Em vez de perguntar: “Por que essa pessoa faz isso comigo?”, talvez seja mais útil perguntar: “O que isso desperta em mim?”

Quando alguém nos critica, por exemplo, a dor nem sempre está na crítica. Muitas vezes ela encontra uma insegurança que já existia. Quando alguém nos rejeita, nem sempre o sofrimento está apenas na rejeição, mas nas histórias que contamos sobre nosso próprio valor.

Isso não significa aceitar abusos, desrespeitos ou relacionamentos tóxicos. Significa reconhecer que existe uma parte da experiência que pertence exclusivamente a nós.

E é justamente nessa parte que mora o nosso poder.
Você não controla o que as pessoas dizem. Não controla as escolhas delas. Não controla os comportamentos delas.

Mas o que você pode controlar? O significado que atribui a tudo isso.
Pode escolher não alimentar uma mágoa. Pode decidir não transformar uma opinião em verdade. Pode acolher uma dor sem permitir que ela defina quem você é.

Pode estabelecer limites.
Pode se afastar.
Pode perdoar.
Pode permanecer.
Pode recomeçar.

Tudo…

Crescer emocionalmente, acontece quando compreendemos que a liberdade não está em mudar o outro, mas em assumir responsabilidade pela forma como respondemos ao que ele desperta em nós.

O outro é o gatilho.
A sua reação é a escolha.

E entre o que acontece e a forma como você responde existe um espaço precioso. Nesse espaço mora sua consciência, sua força e sua capacidade de transformar a própria história.

Porque, no final das contas, o que o outro provoca em você pode até não estar sob seu controle. Mas o que você faz com isso?😬
Isso é tudo.!!!😉

Fernanda

Um comentário:

  1. Linda foto e perfeitas tuas reflexões. Parece sempre mais fácil achar um "judas" pra colocar culpas... Mas deixamos de ver o real motivo das coisas e tantas vezes, somos nós mesmas. Lindo! beijos, bom te ver, chica

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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