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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

15 junho, 2026

Questionário

Aleatoriamente um toque de poesia
Reflexões sobre mim (quando o mundo silencia)


Qual é o som que te acalma quando tudo fica barulhento?

O som da chuva na janela. Ela parece conversar com o tempo e me devolve ao compasso certo das coisas.
Onde o tempo parece parar pra você? 
Quando escrevo. É como se o relógio respeitasse o silêncio das palavras nascendo.

Qual lembrança mora no seu coração sem pedir licença?
O cheiro do colo da minha "avó" Joana. Está guardado em algum canto que o tempo não alcança.

Um gesto de amor que você nunca esqueceu?
Quando alguém me ouviu sem querer resolver nada apenas ficou, presente.

O que você diria se pudesse conversar com a criança que foi?
“Você vai continuar sonhando, mesmo quando cansar. E isso vai ser sua força.”

Qual é o aprendizado que a vida te ensinou com ternura (e não com dor)?
Que o amor verdadeiro não prende ele liberta.

Qual parte de você está florescendo agora?
A parte que aprendeu a confiar nos processos Divinos.

O que te faz sentir fé na vida?
As coincidências que são, na verdade, respostas disfarçadas.

Uma palavra que te abriga nos dias difíceis?
Confia...

O que te emociona sem precisar de motivo?
Ver pessoas se reencontrando. O abraço depois da distância é pura poesia.

Qual foi o último momento em que você sentiu verdadeira paz?
Quando apaguei o celular e fiquei só comigo e percebi que bastava.

O que significa “lar” pra você, hoje?
É presença. Um lugar onde há escuta, mesmo no silêncio.

Um hábito que você cultiva pra cuidar da alma?
Orar antes de dormir. É o meu jeito de conversar com Deus.

Qual é a saudade que te visita mais?
Passo essa.😢

Uma pessoa que te transformou apenas por existir?
Aquela que me ensinou a ir embora com serenidade.

O que o silêncio te ensinou?
Que as respostas chegam, mas só quando a gente para de gritar por elas.

Se a gratidão tivesse cor, qual seria?
Um dourado suave, como o último raio do sol antes do anoitecer.

Qual é o milagre pequeno que acontece no seu dia e quase passa despercebido?
O sol voltando, todos os dias, como se dissesse: “Tenta outra vez.”

O que você gostaria que o mundo soubesse sobre você sem que precisasse dizer nada?
Que sou forte, mas às vezes só quero colo.

Quando você se sente verdadeiramente viva?
Quando estou com mues oequenos, e amo tanto o momento sem receios, e sem relógio.



Fernanda



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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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