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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

03 outubro, 2025

Confiança

Aleatoriamente um toque de poesia


Sabe aquela amiga que, do nada, solta um desabafo no meio da conversa mais banal? Você está falando de receita, de trânsito ou até do preço da feira… e, de repente, ela abre o coração como se estivesse diante de uma psicóloga. Já percebeu isso?

É que confiança não pede hora marcada. Ela aparece no instante em que o coração não aguenta mais guardar sozinho. E, por algum motivo, você se torna a escolhida não porque tem todas as respostas, mas porque transmite silêncio, escuta e presença.

Às vezes pensamos que amizade se mede pelas risadas compartilhadas, mas ela também se mede pelo peso das lágrimas que alguém confia em deixar cair diante de nós.

Ser ouvinte de um desabafo é um privilégio disfarçado de responsabilidade. É como segurar um vaso frágil, com cuidado, para que não se quebre ainda mais.

E sabe o que é bonito? No fim, não é sobre dar conselhos infalíveis. É sobre estar ali, inteira, quando o outro precisa. Confiança é isso: a alma encontrando um lugar seguro para descansar.

Fernanda

Porque, no fundo, confiança é quando o coração do outro se sente em casa no nosso.

6 comentários:

  1. Bonjour Fernanda , je viens de lire votre poème avec une émotion sincère, il m’a touché par sa justesse, sa douceur et cette manière si délicate de parler de la confiance comme d’un refuge silencieux, vous avez cette capacité rare de transformer les mots en étreintes, et les silences en présence, je me permets, avec beaucoup de respect, de vous suivre dans votre liste d’amis, car votre univers m’inspire profondément, c’est avec grand plaisir que je vous invite également à découvrir le mien, fait de mots, de partages et de regards sensibles sur le monde, si le cœur vous en dit, j’aimerais que vous me suiviez à votre tour, ce serait un honneur, je vous souhaite un très beau week-end, rempli de lumière, de paix et de poésie, avec toute mon admiration, Régis

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    1. Bonjour Régis,

      suas palavras foi como acolher um presente raro, desses que iluminam o coração. Fico imensamente feliz em saber que encontrou, nos meus versos, essa ressonância tão íntima. A confiança, de fato, é um abrigo silencioso, e quando alguém a reconhece na simplicidade dos poemas, sinto que a poesia cumpriu sua missão.
      Será uma alegria visitar o seu espaço, conhecer o seu olhar sensível e partilhar dessa troca tão bonita que as palavras permitem. Obrigada pelo carinho, pelo respeito e pela generosidade do convite.
      Desejo-lhe também um fim de semana de serenidade, beleza e poesia.

      Com gratidão,

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  2. Que bom quando as amigas em nós confiuam e isso acontece! E o contrário é muito bom também! Saber ouvir e sobretudo para quem falar é importante! Lindo fds!
    beijos praianos, tudo de bom,chica

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    1. Que verdade, querida Chica!

      É tão precioso quando a confiança entre amigas acontece de forma natural, e tão importante saber ouvir e escolher bem a quem se entregar. Obrigada por compartilhar essa reflexão! Lindo fim de semana pra você também!

      Beijos, tudo de bom!😘

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  3. Boa tarde de sábado, querida amiga Fernanda!
    Nem precisa dizer que amigos se percebem de longe, de perto ou do outro lado da telinha que nos prende pelo carinho fraternal como aqui encontro em cada página sua.
    Você nos dá a mão, estende um varal de afetos e nos acolhe como poucos.
    Vale a pena vir onde somos bem recebidos e estar na vida real com pessoas que nos acolhem tão delicadamente nos momentos difíceis que todos atravessamos.
    Obrigada pela sua mão bondosa mesmo 'não dizendo nada' (e ao mesmo tempo, tanto) através da tela.
    Tenha um final de semana abençoado!
    Beijinhos fraternos

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    1. Obrigada Roselia pela mensagem linda!

      Fico muito feliz que esse espaço seja, para você, um pedacinho de aconchego e partilha verdadeira.
      Que o seu fim de semana seja iluminado, com a serenidade das coisas simples e o calor das amizades que o tempo e a distância não apagam.
      Com carinho e gratidão,🙏🏻😘

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)