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26 janeiro, 2026
Quando a mesa sente falta de gente
7 comentários:
depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)
Amiga Fernanda, boa tarde de Paz!
ResponderExcluirA saudade invade nosso coração de tal forma que näo dá para extirpá-la.
Graças a Deus que seja assim!
Fazer sua especialização é a prioridade do presente.
Maravilhosa saudade de uma familia grande de corpo e alma.
Tenha uma nova semana abençoada!
Como é bom ser cuidada.
Beijinhos fraternos
Sentir saudades por vezes faz bem,valorizar ausências e dar mais valor a quem falta! Logo estarão todos juntos e desejo um ótimo curso! beijos, chica
ResponderExcluirTaí uma verdade, Fernanda.
ResponderExcluirOlá Fernanda!
ResponderExcluirÉ bom estar com todo mundo que a gente gosta por perto, mas também é bom estar com o núcleo familiar do casamento.
Marido, esposa e filhos.
Esses momentos darão frutos mais pra frente.
Outro dia fomos só eu e minha esposa em um barzinhos, comemos, tomamos umas biritas e escutamos o show de uma banda que tocava.
Lá pelas tantas o garçon falou:
- Vocês são namoardos?
- Não, somos casados.
- Casados??? Faz quanto tempo?
- 18 anos.
- Puxa... - ele disse - Vocês estão de parabéns. Estão aqui há umas três horas, conversam, dão risada e nem tocaram no celular. Isso não existe mais!
Olha só!
O garçom percebeu uma coisa, que na verdade deveria ser assim, mas infelizmente virou excessão.
Um abração!
Volto no meu blog na segunda dia 2.
Já está agendado.
Ops! Exceção.
ResponderExcluirTe sensibilidad me recuerda que la ausencia también se sienta a la mesa, pero no como un vacío frío, sino como una presencia hecha de amor y memoria. Que la familia se nota incluso cuando falta alguien, en el silencio, en una silla, en el sabor distinto de la comida. Y que el amor verdadero es quien te devuelve al presente, quien te mira y te cuida, incluso cuando tú te olvidas de ti. No siempre podemos estar todos juntos, pero cuando hay cariño, la distancia se transforma en un anhelo suave, casi dulce.
ResponderExcluirEntrar en tus posts es como un viaje al centro del alma.
Un abrazo grande
Por esse dias tenho lembrado de como foi bom os filhos pequenos sentados na mesa, comendo e conversando. Beijo,
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