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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

25 janeiro, 2026

Voando de novo

Aleatoriamente um toque de poesia

Uma vez por mês eu viro mala, café forte nos “botecos” do aeroporto e também coragem😌.
São Paulo me espera com seus prédios apressados e salas cheias de futuros possíveis. Vou, fico três dias, e volto. E nesse vai-e-volta mensal, descubro que não é só uma especialização que estou cursando é também um aprofundamento no amor.

André e as crianças vão junto, sempre no mesmo propósito: me sustentar por dentro. André cuida de mim como quem ajeita travesseiro em madrugada febril. Confere horários, separa documentos, lembra da água, do casaco, do remédio esquecido. E eu, boba, fico. Boba de amor, de gratidão, de espanto bom. Porque ainda me surpreendo quando alguém escolhe cuidar sem fazer barulho.

Enquanto eu estudo, eles me esperam. Enquanto eu corro atrás dos meus sonhos, eles seguram o mundo para mim não tropeçar. E quando volto, cansada, cheia de anotações e pensamentos, volto também mais inteira, porque sei que tenho um lar que me recolhe.

Obrigada, meu amor, por tanto carinho. Por caminhar comigo mesmo quando o caminho não é seu. Por ser abrigo em meio à rotina. Por transformar essa especialização em uma jornada leve, feita não só de conhecimento, mas de afeto.

E assim seguimos: uma mala por mês, um amor todos os dias.


 Fernanda

10 comentários:

  1. Nanda, querida, André se porta como um verdadeiro um provedor porque sabe que do outro lado há uma provedora, por isso a convivência sadia, a cumplicidade como se um fosse o brinquedo do outro. Se há diálogo, há entendimento. Que se faça este germínio, e a especialização se faça. Ele cuida, e você lhe dá os ombros. E olhe em volta, e você perceberá como a natureza se confraterniza com os laços que os enlaçam.
    Boa viagem, bom trabalho!
    Ah, e obrigado pelo olhar clínico ou cirúrgico em Tio Tonho!
    Abraços,
    Eros

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  2. Esse suporte de amor faz tooooooooooda diferença! Assim tu vais segura que tudo está bem cuidado e a chegada após 3 dias será só esta! beijos,chica

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  3. Esqueci de desejar bom curso e estudos em SP! bjs, chica

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  4. Amiga Fernanda, boa noite de domingo!
    Enquanto aqui, uns estão chegando de SP, você está no sentido contrário...
    "Ainda me surpreendo quando alguém escolhe cuidar sem fazer barulho."
    Eu também me surpreendo.
    E faz um "estrago " tremendo" em nosso coração.
    Um amor de todos os dias é nosso melhor e mais bonito sonho.
    Bom demais viver assim em estado de amor febril...
    Tenha dias novos abençoados!
    Beijinhos fraternos

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  5. Muito linda Fernandinha este cuidar, este se sentir acolhida pelo Andre e a prole. A vida fica mais leve para os desafios e você, vencerá cada etapa deste fazer malas.
    Que seja uma semana produtiva e afetiva querida amiga.
    Carinhoso abraço de toda paz.

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  6. Que maravilha, minha Amiga Fernanda. Ter o André e os meninos consigo quando se desloca a São Paulo é mesmo para a "sustentar por dentro" "Seguram o mundo para não tropeçar". Um amor tão bonito que comove.
    Que tudo corra bem.
    Um beijo.

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  7. Cooperação e entrosamento faz a diferença numa relação e solidifica as suas bases.
    Fico contente por ti, Fernanda.

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  8. Fernandinha, que texto cheio de amor e de gratidão!
    Adorável viajar com a família dando força, e presente, isso entusiasma, dá força e prazer em fazer as coisas, como você se deslocando agora para aperfeiçoamentos, cursos para fins profissionais, etc.
    Não estar sozinha é tão bom! Ameniza a vida. Sentimos mais força.
    Texto maravilhoso, e como sempre da Nandinha...
    Beijos, querida, aproveite e descanse um pouquinho, se der.
    Uma feliz semana. 🌹🙋‍♀️

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  9. Tus letras me parecen profundamente tiernas y honestas. Hablas del amor que no hace ruido pero sostiene, del cuidado cotidiano que se vuelve hogar y fuerza. En pocas líneas se siente la gratitud, la admiración y esa certeza de que los sueños pesan menos cuando alguien los acompaña con ternura y presencia. Me encanta.
    Un abrazo

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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