✿Aguarde os próximos capítulos...✿
25 fevereiro, 2026
A vida também nos condiciona ao carinho
8 comentários:
depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)
El texto me parece delicado y simbólico, porque usa la referencia a Iván Pavlov para hablar, en realidad, de algo mucho más humano: la necesidad de afecto. Me gusta cómo compara el condicionamiento clásico con esa sonrisa automática que provoca la palabra “café”, pero deja claro que, a diferencia del experimento, aquí hay conciencia y elección.
ResponderExcluirTransmiten ternura esas vecinas compitiendo por ofrecer cariño, y también la figura del padre preocupado, que aporta un ancla emocional muy bonita, sugiere que podemos acostumbrarnos al afecto, pero quedarnos, corresponder y abrir el corazón no es un reflejo: es una decisión. Y eso lo convierte en algo mucho más profundo que un simple estímulo-respuesta.
Un abrazo
Fe,
ResponderExcluirA vida é essa sucessão
de acontecimentos que
nos permitem ser felizes
como quem somos.
Linda sua publicação.
Bjins de ótimo segmento
de semana.
CatiahôAlc.
Nanda, como é bom ter disputa de carinhos, de nos acarinhar e mimar! E esses mimos podem veir também com cafés e doces! Lindo! Fica bem, continua te cuidando! Falta muito tempo pra tirar o gesso? beijos, chica
ResponderExcluirFernanda, acabei de bordar um textinho lindo sobre o afeto que diz: "Todo afeto é uma porção generosa de cura" e o que li hoje aqui uma rica afetividade escancarada que o afeto tem efeito e que o seu braço vai ser curado! Delicia saber desses momentos tão significativos que foram ao sair para uma caminhada e ainda com cafezinhos, docinhos. E como Maria escolheste a melhor parte! Beijinhos!
ResponderExcluirBom dia Fernanda! Posso oferecer-te um cafezinho?...eheheheh!...
ResponderExcluirA vida torna-se sempre mais afectiva, quando nos sentimos rodeados de tanta ternura e amizade!
Nada acontece por acaso querida amiga!...
Um abraço e todo o meu carinho!
Amiga Fernanda, boa noite de paz!
ResponderExcluirEscolho aceitar.
Escolho retribuir.
Escolho ficar mais um pouquinho.
Eu também, minha querida.
Não tem como ser diferente...
Aceito os convites e tem me aparecido muitos.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Oi, Fernanda!
ResponderExcluirAdorei tua publicação.
Ah, é muito bom ter bastantes pessoas disputando entre si um espaço para nos acarinhar!
Parabéns e aproveite, menina!
Bjss, marli
Oi, Fernanda! Boa tarde! É com grande admiração que percebo a beleza e a profundidade que se escondem nas sutilezas do que escrevestes. Sempre que retorno a este lugar, sou envolvido pela delicadeza de tuas palavras, que ressoam como uma melodia suave, tocando o âmago da minha sensibilidade. Tua poesia tem a capacidade de tocar suavemente o meu eu interior. Um fraterno abraço Fernanda.
ResponderExcluir