✿Aguarde os próximos capítulos...✿
15 junho, 2026
Questionário
6 comentários:
depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)
Olá Fernanda, querida amiga.
ResponderExcluirO teu questionário está muito bem organizado. Não é fácil escolher cinco respostas... mas vou tentar resumir:
. O som que me acalma quando tudo fica barulhento, é fechar a porta do meu escritório e escutar em baixo som uma das sonatas de Bethovenn.
. Quando o tempo parece parar, é quando estou esperando alguém...
. um gesto de amor que nunca esqueci... foi um olhar de alguém que nunca conheci e que se fixou em mim com aquele fogo que deixa uma marca tatuada para sempre!...
. Qual é o aprendizado que a vida te ensinou com ternura (e não com dor)?
Aqui, a minha resposta é coincidente com a tua, porque só o amor, verdadeiramente nos liberta!
. O que me emociona sem precisare de motivo, é ler apenas para mim em texto depois de o ter escrito!
Acho que já respondo a cinco perguntas.
mas sobre cada uma delas teria muito mais para dizer!...
Um brande e carinhoso abraço Nanda.
Fernanda, gostei da sua autoentrevista. Eu já publiquei algo assim, mas é claro, sem a poesia das tuas respostas, mas com o humor vagabundo que eu gosto de escrever...rs
ResponderExcluirAdorei tuas perguntas e mai8s ainda, as respostas...
ResponderExcluir-Um som que me acalma: mare e pássaros
- Lembrança que mora em mim: a folia, bagunça da filharada em casa todos pequenos, dando trabalho...Mas tão bom!
Cor da gratidão: verde(da saúde)
O que o silêncio me ensinou? a ouvir minha voz interior
- O que me emociona? t6antas pequenas coisas, sou manteiga derretida...rs
beijos, lindo dia! chica
Gosto muito de TAGs.
ResponderExcluirEssas tem tantas perguntas que não tive como copiar.
Farei isso e responderei.
Beijo,
Um hábito que você cultiva pra cuidar da alma?
ResponderExcluirIdem à sua resposta...
Qual parte de você está florescendo agora?
A Mulher de verdade que sabe dizer NÃO.
Qual é a saudade que te visita mais?
Meus filhos e netos.
Se a gratidão tivesse cor, qual seria?
Dourada, porque vale ouro. Poucos a têm.
O que o silêncio te ensinou?
A paz, a espiritualidade, a interiorização, a profundidade da alma...
Boa tarde de paz, querida amiga Fernanda!
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Oi, Fernanda! Bom dia! Fiquei encantado ao explorar um pouco mais sobre ti através deste questionário que respondeste. Para mim, o silêncio é uma forma particular de expressão e existência. Existem aqueles que abraçam a quietude, encontrando nela um refúgio, enquanto há quem não suporte a ausência de sons. O que considero fundamental é o respeito por aqueles que vivem de maneira distinta, uma qualidade que, lamentavelmente, tem se tornado escassa entre os seres humanos, não é mesmo? Hoje em dia qualquer tipo de discordância gera atrito, muitas vezes até agressão de qualquer tipo. Muito triste essa situação, né? Um abraço fraterno Fernanda.
ResponderExcluir