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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

08 janeiro, 2026

Um Moisés interior

Aleatoriamente um toque de poesia


Imagino a cena.
O povo dividido, o deserto como testemunha,
o coração sendo disputado entre o que brilha e o que liberta.
No meio daquela desordem, vozes, poeira, desânimo 
Moisés se ergue e diz:
Aquele que for de Deus, venha até mim.

Não é uma frase de orgulho.
Não é convite para perfeitos.
É chamado para quem, mesmo tropeçando,
ainda deseja caminhar na direção da Luz.

Porque ser “de Deus” não é nunca errar.
É reconhecer quando o caminho entortou,
quando o bezerro de ouro tomou lugar demais,
quando o barulho do mundo ensurdeceu as orações.
Ser de Deus é ter saudade d’Ele.

E então, diante de toda a desordem, a voz repete:
Se você ainda o busca, se ainda tem sede, se ainda quer tentar venha.
Com suas dúvidas, com seus cacos, com os bolsos vazios.
Não é sobre trazer oferendas impecáveis.
É sobre trazer o coração.

Eu penso que essa frase atravessa os séculos
porque continua acontecendo hoje.
Não na montanha, não no deserto literal,
mas dentro de nós.
Todo dia tem um Moisés interior dizendo:
Aquele que for de Deus, venha até mim.
E esse “mim” às vezes é a oração que esquecemos,
às vezes é o perdão que evitamos,
às vezes é a coragem de recomeçar.

Deus não seleciona santos prontos
Ele chama quem ainda está aprendendo a amar.
Chama imperfeitos.
Chama cansados.
Chama quem está segurando o pouco que sobrou e ainda assim diz:
“Eu quero tentar.”

Talvez, então, o convite seja assim:
Se teu coração ainda pulsa esperança, mesmo pequena,
vem. Se teu peito ainda deseja verdade, mesmo tímida,
vem. Se tua alma ainda sabe que existe uma origem, um lar, um sentido,
mesmo sem conseguir explicar vem.

Aquele que for de Deus, venha até mim.
Não porque somos dignos, mas porque Ele nos quer.
E o querer de Deus é direção.
É caminho.
É milagre possível.

Com fé e delicadeza,
Fernanda

Obs.: Não sou evangélica, e nem estou tentando converter ninguém.
É só o que meu coração quis escrever  e eu, assim fiz. 
Porque amo falar de Deus

07 janeiro, 2026

Tons de memória

Aleatoriamente um toque de poesia



Se eu soubesse tecer poesia
te faria um poema com cores,
não dessas que se aprendem,
mas das que nascem quando o silêncio olha.

Com um pincel lento,
desenharia passarinhos distraídos
aprendendo o céu,
e borboletas costurando o ar
com a leveza de quem não pesa o mundo.

Haveria margaridas no quintal,
simples, abertas ao sol,
dessas que não pedem atenção
e, ainda assim, iluminam.

Seria um poema sem pressa,
feito de gestos pequenos,
onde o amor mora quieto
e a beleza acontece
sem saber que é poesia.

Se eu soubesse tecer poesia
te faria um poema de ausência,
feito de portas entreabertas
e palavras que aprenderam a esperar.

Usaria um fio de tempo gasto,
daqueles que a vida desfia devagar,
para bordar silêncios
onde a saudade se senta
sem pedir explicação.

Não haveria cores vivas,
apenas tons de memória,
o quase, o talvez,
o que ficou por dizer
e ainda respira.

Seria um poema discreto,
como quem ama sem alarde,
e entende que alguns sentimentos
não querem ser vistos,
apenas guardados.
Com fios divinos 




Fernanda

Quais são os grandes mestres da Psicologia

Aleatoriamente um toque de poesia


Imagem: google


Quando falamos em psicologia, falamos de uma ciência construída por perguntas difíceis e respostas nunca definitivas. Seus grandes mestres não foram donos da verdade, mas homens e mulheres inquietos, dispostos a escutar a alma humana com seriedade, método e respeito.

Sigmund Freud foi um dos primeiros a olhar para o que estava escondido. Ensinou que o inconsciente fala, mesmo quando tentamos silenciá-lo, e que nossas dores têm história. Com ele, a psicologia aprendeu que nem tudo é controle, razão ou escolha consciente.

Carl Jung, seu discípulo e depois caminhante solitário, ampliou o olhar. Falou de símbolos, arquétipos e do sentido da vida. Mostrou que não adoecemos apenas por traumas, mas também por falta de significado. Sua psicologia tocou a alma, a espiritualidade e o mistério de ser quem se é.

B. F. Skinner seguiu outro caminho. Observou o comportamento, o ambiente e os condicionamentos. Ensinou que somos moldados pelas consequências de nossos atos e que compreender isso pode transformar educação, relações e sociedade.

Jean Piaget dedicou-se a entender como a mente se constrói ao longo da vida. Com ele, aprendemos que o pensamento cresce, amadurece, erra e se reorganiza. A infância deixou de ser vista como versão incompleta do adulto e passou a ser respeitada como etapa essencial.

Carl Rogers trouxe a escuta como centro. Falou de empatia, aceitação e autenticidade. Ensinou que, quando alguém é verdadeiramente ouvido, algo dentro dele começa a se reorganizar. Sua psicologia é menos técnica e mais humana.

E há ainda Viktor Frankl, que atravessou o horror dos campos de concentração para afirmar que o sentido da vida pode sustentar até a dor mais extrema. Com ele, a psicologia aprendeu que o ser humano pode ser ferido, mas não reduzido.

Esses são alguns dos grandes mestres da psicologia. Não porque tenham explicado tudo, mas porque nos ensinaram a respeitar a complexidade humana. Cada um, à sua maneira, nos lembrou que cuidar da mente é, antes de tudo, cuidar da dignidade de existir.



Fernanda

Aprendi com os mestres da psicologia que entender o outro é sempre um exercício de humildade e entender a si mesmo, um ato de coragem.😉

06 janeiro, 2026

Metade

Aleatoriamente um toque de poesia




Não foste meu amor inteiro,
nem eu a tua escolha primeira,
mas entre gestos contidos
ergueu-se um afeto educado,
desses que sabem esperar.

Havia em nós uma metade
que sorria em silêncio,
e outra que recuava,
temendo o excesso do sentir
pois amar, às vezes,
é ousadia pouco recomendável.

Teu olhar dizia mais
do que tua voz permitia,
e o meu coração, prudente,
aprendeu a bater ao inverso:
forte por dentro,
discreto por fora.

Amamos sem posse,
quase sem confissão,
como quem escreve cartas
e jamais as envia.
Metade por cuidado,
metade por medo.

Se isto foi amor,
foi amor contido,
desses que sobrevivem
não pela presença,
mas pela dignidade do sentimento.

E ainda assim 
houve poesia.

Fernanda

Quer me conhecer melhor?

Aleatoriamente um toque de poesia



Então sente aqui um instante. 
Não prometo pressa, nem riso fácil. Prometo verdade.

Gosto muito de escrever, e quem percebe com atenção logo entende: minha escrita é reflexiva. Eu escrevo o que penso, e penso o que vivo. Refletir virou meu jeito de respirar o mundo. Talvez porque o tempo seja curto, talvez porque o lazer quase sempre fique para depois. Quando não estou de plantão, estou com minha família e isso, para mim, já é descanso.

Minha vida não é feita de grandes escapadas, mas de pequenos rituais. Um deles é o cafezinho. Amo cafezinho, sim, e já disse isso mais de uma vez. Mas ele quase nunca vem acompanhado de pausa longa ou paisagem bonita. Na maioria das vezes é no refeitório, entre um compromisso e outro, ou em casa, no intervalo possível do dia. Ainda assim, é sagrado.

Amo meditar. Conversar com o Senhor do alto, do jeito que sei e posso. Falo com a noite quando ela chega mansa, com a chuva quando ela cai sem pedir licença, com as flores do quintal que ensinam, sem palavras, o tempo certo de nascer e de esperar.

Minha escrita nasce daí: desses diálogos silenciosos, dessas ausências preenchidas com sentido, dessa vida simples que pensa muito. Se quiser me conhecer de verdade, leia com calma. Eu estou inteira no que escrevo.

Não escrevo para impressionar, nem para convencer.
Escrevo para organizar a alma,
para entender o que sinto,
para não deixar que os dias passem sem serem percebidos.

Há quem confunda reflexão com tristeza.
Não é.
É profundidade.
É o jeito que encontrei de permanecer inteira
num mundo que vive correndo.

Meu lazer, muitas vezes, é o pensamento.
Minha companhia, o silêncio que não pesa.
E minha alegria mora nessas conversas
com Deus, com a natureza, comigo mesma.

Se você chegou até aqui esperando barulho,
talvez estranhe.
Mas se veio em busca de verdade,
fica.

Eu não ofereço espetáculo.
Ofereço presença.

E presença, aprendi com o tempo, é coisa rara.
Ela exige entrega, escuta, permanência.
Não se improvisa.

Talvez por isso eu goste tanto das coisas simples.
Do quintal que muda sem avisar,
da noite que acolhe sem perguntas,
do café que aquece mais pelo gesto do que pelo sabor.

Minha escrita não grita.
Ela senta ao lado.
Não disputa atenção,
espera ser encontrada por quem tem o mesmo ritmo.

Se me perguntas quem sou,
respondo sem grandes definições:
sou alguém que observa, que sente fundo,
que fala com Deus em voz baixa
e confia que o essencial sempre entende o silêncio.

Se quiser seguir por aqui,
venha sem pressa.
Gosto de gente que chega com cuidado
e permanece por escolha.



Fernanda