✿Aguarde os próximos capítulos...✿

Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

24 agosto, 2026

Não, hoje não é o Dia Internacional da Mulher.

Aleatoriamente um toque de poesia

Mas também não precisamos de um dia internacional para sermos mulheres com M maiúsculo.
E talvez seja justamente por isso que eu queira falar sobre nós. Porque mulher não cabe em uma data no calendário. Não precisamos de flores, homenagens ou frases bonitas em um único dia para lembrar quem somos. Somos mulheres todos os dias nos dias em que sorrimos, nos dias em que choramos, nos dias em que somos fortes e, principalmente, naqueles em que precisamos juntar os pedaços e continuar.

Ser mulher é aprender que podemos ser delicadas sem sermos frágeis. Inteligentes sem precisarmos pedir desculpas por isso. Bonitas sem devermos nada a ninguém. Gentis sem que nossa gentileza seja confundida com interesse.
E aqui entra uma coisa que ainda me incomoda profundamente.

Você não precisa se culpar pela interpretação que alguém fez da sua educação.
Uma mulher pode ser bonita, inteligente, escrever bem, conversar com delicadeza, sorrir e ser agradável sem que isso signifique que esteja interessada em alguém.
Parece tão óbvio, não é?

Mas “algumas pessoas” constroem uma história inteira dentro da própria cabeça e depois ficam ofendidas quando descobrem que a realidade não acompanhava o roteiro que imaginaram.

Uma palavra vira flerte.
Uma gentileza vira convite.
Uma conversa vira intimidade. Um sorriso ganha significados que nunca teve.
E quando a mulher coloca um limite, ainda pode ser chamada de fria, arrogante ou difícil.

E digo mais,
Você não é responsável pela fantasia que alguém criou sobre você. E se existe um detalhe que deveria ser suficiente para encerrar qualquer imaginação você é casada então o respeito deveria ser ainda mais evidente.

CASADA não é uma palavra que alguém pode simplesmente apagar porque não combina com aquilo que gostaria que fosse verdade.
Respeito não é respeitar apenas quando somos correspondidos. O verdadeiro respeito aparece quando ouvimos um “não” e sabemos aceitá-lo sem transformar a mulher em culpada pela nossa frustração.

Por isso, nunca pense que precisa deixar de ser educada para ser respeitada.
Você não precisa esconder sua inteligência. Não precisa diminuir sua beleza.
Não precisa mudar sua maneira de falar.
Não precisa se tornar uma mulher amarga para impedir que alguém tenha uma interpretação conveniente sobre você.

Coloque limites quando precisar. Seja clara quando for necessário. E depois siga em frente. Porque quem realmente respeita uma mulher não precisa ser convencido a respeitá-la.

E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas de ser uma mulher com M maiúsculo: saber quem somos sem precisar que alguém nos dê permissão para existir.

Podemos amar e ainda dizer não. Podemos perdoar e manter distância.
Podemos ser doces e firmes.
Podemos conversar sem flertar. Podemos admirar sem desejar. Podemos ser gentis sem oferecer passagem para ninguém atravessar os limites da nossa vida.

Então me digo sempre, Fernanda, não carregue uma culpa que não é sua. Continue sendo você.
Continue escrevendo, sorrindo, conversando, aprendendo, vivendo.

Só não permita que a falta de bom senso de alguém faça você duvidar da sua própria dignidade. Porque ser mulher não é uma homenagem que recebemos uma vez por ano.

É uma história que escrevemos todos os dias.
E eu, particularmente, não preciso de um dia internacional para lembrar quem sou.

Sou mulher.
Com M maiúsculo.
Hoje, amanhã e em todos os dias em que a vida me permitir acordar e 
continuar sendo exatamente quem escolhi ser.



Fernanda

23 agosto, 2026

Transformar

Aleatoriamente um toque de poesia


Já ouviu a frase: O sofrimento e a frustração têm caráter pedagógico”?
Não é que o sofrimento seja necessário para crescer, nem que devamos romantizar aquilo que nos machuca. Mas há dores que, quando se passa com consciência, acabam nos ensinando coisas que a tranquilidade jamais nos ensinaria.

A frustração, por exemplo, tem o estranho poder de nos apresentar à realidade. Ela nos mostra que nem tudo acontecerá como desejamos, que algumas pessoas não permanecerão, que certos caminhos precisarão ser abandonados e que, muitas vezes, aquilo que chamávamos de perda era apenas a vida nos conduzindo para outro lugar.

O sofrimento também pode nos revelar. Revela nossa força, nossos limites, nossas fragilidades e até aquilo que precisamos mudar em nós. Há momentos em que a dor nos obriga a parar, olhar para dentro e perguntar: “O que isso está tentando me ensinar?” Talvez seja esse o seu caráter pedagógico.

Não aprender a gostar da dor, mas aprender com aquilo que ela deixou em nós.
Porque algumas experiências chegam como tempestade e, depois que passam, percebemos que levaram embora certezas, pessoas, ilusões e versões antigas de nós mesmos.
E então compreendemos: crescer também é aprender a transformar aquilo que nos feriu em sabedoria.


Fernanda

15 agosto, 2026

Gratidão

Aleatoriamente um toque de poesia



Enquanto escrevo, observo o céu. Um pássaro pousado no fio parece descansar do voo, enquanto o vento embala suavemente as folhas das árvores. E, dentro de mim, tudo vai se transformando em emoção, silêncio e agradecimento.

Como o Senhor nos ama, Papai do Alto! Talvez tenhamos caminhos diferentes para chegar até Ti, mas Tu tens os Teus caminhos para chegar ao coração de cada filho. Muitas vezes não percebemos que estás em todos os lugares onde estamos, até mesmo naqueles momentos em que não pensamos em Ti. Ainda assim, Tu estás conosco.

Hoje abracei meus filhos mais com o coração, porque meus braços não foram capazes de abarcar a maravilhosa família que ganhei de Ti. Há amores que são maiores que o abraço, maiores que as palavras e até maiores que aquilo que conseguimos explicar.

Hoje também admirei a trajetória daquela menina que um dia fui. Aquela menina que não desistiu, mesmo quando existiram momentos em que o coração ficou tão desesperado de tristeza que parecia não haver caminho. Ela continuou. Caiu, levantou, chorou, aprendeu e seguiu.

E, olhando para trás, percebo quantas vezes o Senhor colocou um anjo terreno em meu caminho. Alguém que chegou no momento certo para me abraçar, estender a mão ou simplesmente permanecer ao meu lado. Pessoas que talvez nem soubessem o tamanho do bem que estavam fazendo, mas que foram instrumentos de amor.

Foi assim que aprendi que a fraqueza não é o fim da nossa força. Às vezes, é dentro dela que descobrimos uma coragem que nem sabíamos possuir.

Hoje, olhando o céu, o pássaro, as árvores e sentindo o vento, penso que a vida também é perceber os pequenos sinais, agradecer pelo que chegou, compreender o que passou e continuar caminhando.

Obrigada, Papai do Alto, por nunca ter soltado minha mão, mesmo quando eu não percebia que Tu as seguravas tão forte.

E se hoje meus braços não conseguem abraçar tudo o que amo, meu coração aprendeu a fazer isso por mim.


Fernanda

13 agosto, 2026

Quando o amor precisa sair da boca e entrar na rotina

Aleatoriamente um toque de poesia




Tenho pensado muito sobre uma coisa que, para mim, precisa ser dita com carinho, mas também com sinceridade: amar não pode ser apenas uma declaração. Amor precisa aparecer nas atitudes, na presença, no cuidado e, principalmente, no tempo que dedicamos uns aos outros.

Digo isso pensando como 
Médica, filha, mãe e especialmente nas famílias e nos nossos idosos.

Vivemos uma época em que muitas pessoas estão cercadas de gente e, ainda assim, profundamente sozinhas. Há idosos que têm filhos, netos, irmãos e familiares por perto, mas passam dias esperando uma visita, uma conversa, uma refeição compartilhada ou simplesmente alguém que se sente ao lado deles.

Talvez, essa seja uma das solidões mais dolorosas: ter família e sentir-se esquecido por ela. Não acredito que ser filho, neto, pai, mãe, tio ou avó seja apenas uma condição determinada pelo sangue. São também lugares afetivos que precisam ser ocupados. 

Ser neto é aprender a visitar, ouvir histórias, perguntar como está. Ser filho é compreender que os pais envelhecem e que um dia precisarão de nós de uma maneira diferente. Ser pai ou mãe também é ensinar aos filhos, pelo exemplo, que pessoas não são descartáveis quando deixam de ser produtivas.

Como profissional que observa as relações humanas, eu diria às famílias: não esperem a velhice chegar para descobrir que presença também é uma forma de cuidado.

Nossos idosos não precisam apenas de remédios, consultas e uma casa organizada. Precisam de rotina afetiva. Precisam sentir que continuam pertencendo à família.

Precisam, quando possível, de refeições à mesa não simplesmente de um prato deixado diante da televisão. Precisam de conversa, de participação, de pequenas responsabilidades, de encontros. Precisam saber que ainda são importantes.

E isso vale também para as crianças.

Uma criança que cresce vendo os adultos ignorarem os próprios pais pode aprender, a observar como exemplo, que os vínculos familiares são descartáveis. Depois, talvez repita o comportamento. Gentileza também se ensina pelo exemplo.

Não estou dizendo que toda família precisa estar junta o tempo inteiro. Cada pessoa tem suas responsabilidades, seu trabalho, seus problemas e sua própria vida. O que defendo é que não confundamos falta de tempo com falta de prioridade. Às vezes, dez minutos de presença verdadeira valem mais do que horas de convivência distraída.

O celular não deveria ocupar o lugar da conversa. A televisão não deveria substituir a mesa. E as mensagens virtuais não deveriam ser a única forma de demonstrar afeto a quem está envelhecendo ao nosso lado.

Há uma diferença enorme entre estar perto e estar presente.

Talvez nossos amigos dos blogs compreendam essa reflexão porque muitos de nós já percebemos que o tempo passa depressa. Aqueles que hoje são nossos pais, avós e tios um dia foram jovens, trabalharam, cuidaram de nós, fizeram planos e também tiveram seus próprios sonhos.

Agora talvez seja a nossa vez de cuidar.

Amor não é somente dizer “eu te amo”. É perguntar se comeu. É telefonar. É visitar. É sentar-se à mesa. É ouvir a mesma história pela terceira vez sem demonstrar impaciência. É levar o neto para conhecer o avô. É ensinar uma criança a abraçar quem envelheceu. É criar dentro da família uma cultura de cuidado.

Porque, perceba antes de ser tarde , o ser humano precisa do outro ser humano.

E talvez uma das maiores lições que podemos deixar para as próximas gerações seja esta: ninguém deveria envelhecer sentindo que se tornou invisível dentro da própria família.

Amar, quando é verdadeiro, não fica apenas na boca.
Amor cria presença. Amor cria rotina. Amor cria pertencimento. E, sobretudo, amor cuida.
 Pense nisso!😉

Fernanda

11 agosto, 2026

As casas onde mora a amizade (Blogs)

Aleatoriamente um toque de poesia



Tenho amigos que visito pouco. Não porque tenham diminuído em importância dentro de mim, mas porque o tempo tem dessas coisas: passa ligeiro, espalha compromissos pelos dias e, quando a gente percebe, já ficou alguma casa querida esperando nossa visita.

Há os amigos que consigo visitar mais. Vou chegando aos poucos, conforme a vida permite, tentando colocar em dia aquilo que o coração nunca deixou atrasado.

E há as férias.
As férias são outro tempo.
É quando consigo andar mais devagar pelas casas dos amigos, uma por uma, por etapas. Entro sem pressa, leio o que escreveram, vejo suas fotografias, encontro suas palavras e, de algum modo, reconheço ali um pedaço de mim também.

Porque cada amigo é uma casa. Algumas a gente visita sempre. Outras ficam um pouco mais distantes, escondidas atrás dos afazeres, mas nunca deixam de ser morada.

E talvez amizade seja justamente isso: não exigir presença o tempo inteiro para continuar existindo.

Há pessoas que a gente não visita todos os dias, mas carrega todos os dias.
Por isso, quando consigo, vou chegando.

Bato à porta.
Leio.
Deixo um carinho.
E sigo para outra casa.

Assim vou percorrendo devagar essa pequena rua de afetos que a vida me deu.
Não consigo visitar todos de uma vez. Mas, quando chego, chego de coração inteiro.

Porque amizade não se mede pelo número de visitas.
Mede-se pelo lugar que alguém continua ocupando dentro da gente, mesmo quando o tempo não nos deixa bater à sua porta.


Fernanda

Seguidores