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Eu amo escrever. Escrevo porque às vezes não cabe tudo aqui dentro. Porque há sentimentos que só se organizam quando viram palavras, e pensamentos que só fazem sentido quando dançam na página. Amo também olhar o céu e talvez isso diga tudo. Há quem olhe o céu para prever o tempo, eu olho para prever a mim mesma. Há algo em observar as nuvens, as estrelas ou o silêncio azul que me faz lembrar que existe poesia mesmo nos dias comuns. Este blog nasce desse encontro: entre a escrita e o céu. Vai ser um espaço para dividir pensamentos, contar histórias, guardar pedaços de mim e talvez, de você também, que me lê agora. Obrigada por estar aqui. Que você se sinta à vontade. Que cada texto seja como uma janela aberta, onde o vento entra leve e, quem sabe, traz um pouco de luz também

✿Amor sempre....

✿Amor sempre....
Caminho entre flores. O chão continuará pra nós com outras paisagens. Sou o que sou, porque é tudo que sei ser. E todo meu olhar escrito que você nunca aprendeu a ler, permanecerá no descaso para quem não compreende.

23 janeiro, 2026

"Tira as sandálias... o chão que pisas é sagrado"

Aleatoriamente um toque de poesia
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O nome dele é José Carlos, mas eu sempre o chamo Eros. Ele? É daqui deste cantinho   https://erosdepassagem.blogspot.com/
E talvez seja por isso mesmo que seus gestos sempre cheguem carregados de afeto. No dia 19/01, chegou este livro: 

que ele me enviou de presente. Meu pai recebeu, me ligou avisando, e naquele instante senti aquela alegria mansa que só quem ama livros entende.

Eu adoro livros. E este, em especial, eu li degustando cada página, sem pressa, deixando as palavras repousarem em mim, como quem conversa em silêncio com o autor e consigo mesma.

Obrigada, querido Eros, pelo carinho de sempre, pela lembrança delicada, pelo cuidado em transformar um gesto simples em algo tão significativo. Amei. E é tão bom saber que ainda existem amizades assim: raras, gentis, presentes mesmo na distância.

Que bonito é perceber que, além das histórias que lemos, também somos feitos dessas pequenas histórias de afeto que a vida escreve para nós. Obrigada meu amigo querido! 
Amei o livro!


RESENHA



“Tira as sandálias… O chão que pisas é sagrado”
Raimundo Nonato dos Santos Pereira | Editora Quarteto


Este livro nasce de um versículo conhecido (Êxodo 3:5), mas não se limita à repetição do texto bíblico. Ele convida o leitor a uma experiência interior: a de aprender a reconhecer o sagrado nos pequenos instantes da vida cotidiana.

Raimundo Nonato constrói a obra com linguagem simples, acessível e profundamente sensível. Ao longo das páginas, o autor conduz o leitor a refletir sobre humildade, reverência, silêncio interior e presença de Deus não como algo distante, mas como realidade viva que se manifesta nos encontros, nas dores, nas escolhas e nos recomeços.

Um dos pontos mais fortes do livro é sua proposta de desacelerar. “Tirar as sandálias” aqui não é apenas um gesto simbólico de Moisés diante da sarça ardente; é um chamado para despir-se do orgulho, da pressa, da rigidez emocional e das certezas absolutas. O autor insiste, com delicadeza, que só reconhece o sagrado aquele que aprende a caminhar com mais escuta do que palavras.

A narrativa alterna reflexões espirituais, interpretações bíblicas e aplicações práticas, o que torna a leitura acolhedora tanto para quem já vive uma caminhada de fé quanto para quem está em busca de sentido. Não há tom de imposição religiosa, mas sim de convite: um convite ao recolhimento, à introspecção e à reconciliação consigo mesmo.

Outro mérito da obra está na sua dimensão pedagógica espiritual. O texto provoca o leitor a rever posturas internas: como lidamos com o sofrimento, com o perdão, com o outro e com Deus. Cada capítulo funciona como uma pequena pausa para oração silenciosa, mesmo quando o livro não fala explicitamente em oração.

Em síntese, Tira as sandálias… O chão que pisas é sagrado é uma leitura que não busca impressionar pela erudição, mas tocar pela verdade simples do Evangelho vivido. É um livro para ser lido devagar, sublinhado, relido e, sobretudo, praticado.

Uma obra que nos lembra, com suavidade, que há lugares sagrados que não estão no mapa estão dentro de nós.

Gratidão por você ter lembrado de mim

Fernanda






10 comentários:

  1. Nanda, minha querida,
    Que colher de chá! Que colher de chá! Você divulga meu presente e o meu blog aos quatro ventos, risos. Você não é apenas uma amiga que a blogosfera me trouxe, é cúmplice, risos. É sobretudo alguém que escreve com desassombro e a sua linguagem me seduz a tal ponto que me sinto cativo.
    Por intuição achei que o livro lhe agradaria. Agora estou certo de que ela não falhou; que ela não me deixou na mão. É uma edição limitada. Fizemos apenas 100 exemplares para que ele distribuísse entre amigos e seguidores das suas convicções e doutrina. É um ex-padre. Licenciou-se para se casar. E assim o fez. Tem dois filhos, um deles é professor da Universidade Federal da Bahia. Nunca abdicou das suas convicções e da sua formação religiosa. É fruto das sessões que fazia aos sábados com uma ou duas dúzias de amigos. É uma pessoa extraordinária. Não o digo por ser o seu editor, e sim por tê-lo conhecido por muitas conversas ao telefone e por ter estado com ele uma manhã inteira em nosso escritório e tenha trocado “confidências” sobre minhas atividades, as deles e as dos nossos filhos.
    Este livro é um pouco da minha experiência de Editor. É da edição de livros que me ocupo agora na aposentadoria. Não me pergunte quantos já fiz; responderei que já perdi as contas, risos. Ainda não ganhei o Jabuti, mas já contei a história em uma tradução publicado pela Quarteto Editora do Monte Tabor, italiano, que tem uma extensão em Salvador cujo nome fantasia é Hospital São Rafael.
    Fico muito feliz que tenha partilhado com os amigos o presente. Por certo, Doutor Raymundo Nonato ficará muito grato ao saber que o seu livro atravessou as fronteiras para aconchegar-se em Brasília, nos seus braços.
    E se mais não lhe digo é porque estou com as mãos cheias de dedos para contar-lhe outras histórias, rsrsrs.
    Fique com o meu carinho e os meus agradecimentos pela leitura, pelo seu comentário e pela resenha.
    Abraços afetuosos,
    Eros (José Carlos)

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    1. Querido Eros,

      Li teu comentário sorrindo e com o coração aquecido. Que alegria é encontrar pessoas assim pelo caminho: generosas na palavra, ricas de histórias e leves na forma de partilhar a vida. Sim, divulguei com gosto não foi “colher de chá”, foi gratidão mesmo.

      Fiquei ainda mais tocada ao conhecer o bastidor desse livro, a história do autor, a delicadeza da edição limitada, o cuidado com que você transforma sua aposentadoria em semeadura cultural. Isso diz muito sobre você: um editor de livros e, sobretudo, de encontros com interações autênticas.

      Saber que esse livro saiu de mãos amigas, atravessou fronteiras e veio repousar aqui, em Brasília, no meu colo e no meu coração, é algo que guardarei com carinho. Que o Dr. Raimundo Nonato saiba que sua obra foi lida com respeito, atenção e afeto.

      E quanto às histórias que você ainda vai me contar… já estou à espera, com os ouvidos atentos e o coração aberto.

      Obrigada, querido amigo, por esse presente, pela troca bonita e por essa cumplicidade rara que a blogosfera, às vezes, nos oferece como milagre.

      Um abraço afetuoso, 🤗 🙏🏻

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  2. Olá, amiga Fernanda, li com muita atenção essa sua postagem sobre o livro que lhe foi enviado de presente, e seu gesto de gratidão pela amizade de quem a presenteou, gesto importante e sensível nos dias de hoje, dias de violência e de indiferença.
    Mais ainda: o tema da referida obra é uma
    fala com Deus, uma mensagem de esperança e de fé.
    Sem duvida, querida amiga, você é merecedora desse presente, presente que
    também é um elogio, dado o significado da leitura.
    Um abraço e um ótimo final de semana.

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    1. Querido Pedro,

      Recebo suas palavras com muita gratidão e carinho. Fiquei profundamente tocada pelo seu olhar sensível, capaz de perceber não apenas o presente em si, mas o gesto, o afeto e o sentido espiritual que ele carrega.

      Sim, é uma fala com Deus, uma leitura que consola, fortalece e reacende a esperança e saber que você captou isso me alegra ainda mais. Em tempos tão ásperos, como você bem disse, esses encontros de delicadeza e fé são verdadeiros refúgios para a alma.

      Obrigada por sua generosidade nas palavras e por essa amizade que atravessa telas e se faz presença no coração.

      Um abraço fraterno e um excelente final de semana para você e Tais que admiro demais também, 🤗🙏🏻

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  3. Amiga Fernanda, bom sábado de Paz!
    Que delicadeza do Eros lhe presentear com um livro!
    As sandálias representative uma falsa segurança... tirando-as, pomos nossa confiança no eu real, no Pai, sem arrimos nem bengaias.
    Parabéns aos dois amigos!
    Tenha um final de semana abençoado!
    Beijinhos fraternos

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    1. Amiga Roselia,

      que alegria receber seu carinho! Seu olhar é sempre profundo e sensível… Sim, as sandálias falam mesmo dessas falsas seguranças que insistimos em carregar. Ao descalçar a alma, aprendemos a pisar na terra sagrada do coração, confiando mais no Pai e no eu verdadeiro, sem muletas nem disfarces.

      Gratidão pelas palavras tão amorosas e pelo afeto de sempre. Que seu final de semana também seja cheio de luz, paz e bênçãos suaves.
      Beijinhos fraternos,😘🙏🏻

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  4. Gostei de ler a resenha , li o comentário de agradecimento do Eros e fico feliz com a amizade que conquistas na blogosfera! àrabéns ao autor e sucesso no livro e tu, sempre querida! beijos, chica

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    1. Chica querida,

      Fico muito feliz com teu carinho e com esse olhar generoso sobre as amizades que a blogosfera nos presenteia. São encontros de alma que aquecem o caminho e tornam a escrita ainda mais viva.

      Obrigada pelas palavras tão doces! Parabéns ao Eros pelo belo trabalho e que o livro voe longe, tocando muitos corações. E tu, sempre tão especial, meu abraço apertado e cheio de afeto.
      Beijos,

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  5. Oi, Fernanda! Bom dia! Ler é um dos meus hobbies favoritos! É meio triste perceber que, num país tão grande como o Brasil, a leitura ainda é baixa. Mas, felizmente, o número de leitores vem crescendo nos últimos anos, especialmente após a pandemia. Encontrar um livro que realmente fala com a gente é incrível, né? Adorei sua resenha! Parabéns ao autor e a quem escreveu a crítica! Um fraterno abraço Fernanda!

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  6. Eu amo ler. E tive meus pais como exemplo. Mamãe nunca me obrigou a ler porque cedinho já comecei a gostar de ler.
    Ela me obrigava era a escrever.
    Eu tenho uma maravilhosa biblioteca com mais de mil livros todos cadastrados como nas antigas bibliotecas.
    Mas eu não gosto de ganhar livros. Eu quero comprar meus livros. Porque as pessoas não conhecem meus hábitos de leituras. A maioria que tenho comprei em Sebos, Feira de livros, Banca de revistas na época que Bancas de Revistas vendiam livros.
    Parabéns pelo presente.
    Parabéns ao seu amigo pelo livro publicado.
    Beijo,

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depois que a letra nasce
não há silêncio
há um choro que só eu ouço
e um medo que ninguém vê
o medo de mostrar demais
de sangrar diante de estranhos
de ser lida com desdém
ou pior: com pressa
porque parir palavras
é também deixar o peito aberto
num mundo que não sabe lidar
com quem sente fundo
a escrita respira fora de mim
e eu, nua, assisto
alguns dizem que é lindo
outros nem leem até o fim
há quem tente vestir meu poema
com a própria assinatura
como se dor fosse transferível
como se parto tivesse atalho
e é aí que mais dói
quando roubam o nome da minha filha
e fingem que nasceu de outra boca
quando arrancam o umbigo do texto
e dizem: “isso é meu”
não é
eu sei cada madrugada que ela levou
cada perda que empurrou esse verso
cada lágrima que virou frase
não quero aplauso
mas exijo respeito
porque minha escrita
anda no mundo com meu rosto
meus olhos, minha história
e quando alguém a toma como se fosse nada
está me dizendo:
“você também é nada”
mas eu sou tudo
o que ninguém teve coragem de escrever
e continuo parindo
mesmo ferida
porque escrever é a única forma
que conheço de sobreviver
(Fernanda)

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